O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou durante debate realizado pela Band neste domingo (16) que, se for eleito governador de Minas Gerais, nomeará uma mulher e servidora de carreira do estado para liderar a Secretaria de Educação. A declaração foi feita em resposta a uma pergunta do empresário Flávio Roscoe (PL) sobre propostas para a área de educação e o uso de tecnologia no ensino. Cleitinho afirmou que o compromisso já havia sido apresentado horas antes, durante uma agenda de campanha no Vale do Jequitinhonha, reforçando a importância de uma gestora que conheça de perto a realidade dos professores e das salas de aula.
O candidato destacou que a escolha da futura secretária será feita em diálogo com a categoria, tendo como base indicações feitas pelos próprios professores mineiros. Essa estratégia visa garantir que a liderança da pasta seja formada por alguém que compreenda as demandas e desafios enfrentados pelos profissionais da educação no estado. Cleitinho também ressaltou que a nomeação será resultado de um processo participativo, buscando fortalecer o vínculo entre a secretaria e os educadores.
No que diz respeito às questões financeiras e de saúde mental dos docentes, o senador apontou a dívida do estado como um obstáculo para a implementação de reajustes salariais imediatos. Para ampliar a remuneração da categoria, Cleitinho sugeriu a utilização do Fundeb — Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação — como uma alternativa para aumentar os salários dos professores. Ele defendeu que uma parte dos recursos do fundo seja rateada entre os profissionais, buscando melhorar suas condições de trabalho e de remuneração.
Além disso, Cleitinho afirmou que planeja investir em programas de saúde mental para os docentes, considerando o impacto do avanço das redes sociais na relação entre professores e estudantes. Segundo ele, esse fenômeno tem aumentado a pressão sobre os profissionais da educação, que lidam com desafios adicionais na sua rotina. O senador reforçou que os professores representam o “maior patrimônio da educação” e que sua valorização deve ser prioridade.
Na questão salarial, Cleitinho relacionou a possibilidade de reajustes à recuperação das contas estaduais, comparando os salários dos professores aos de agentes políticos, como vereadores, deputados estaduais e senadores. Ele destacou que, atualmente, os vencimentos desses profissionais políticos são superiores aos dos docentes, o que reforça a necessidade de uma recuperação fiscal para promover melhorias na remuneração dos professores.
Na réplica, Flávio Roscoe trouxe números de sua gestão à frente do Sesi e do Senai em Minas Gerais, afirmando que o número de alunos dessas instituições cresceu de 63 mil, quando assumiu, para uma quantidade significativamente maior ao longo de oito anos. Roscoe destacou que uma escola do Sesi mineiro se encontra entre as de melhor desempenho no Enem na categoria de baixa renda, além de citar que nove das dez melhores unidades do Sesi no país estão em Minas Gerais. Ele também ressaltou o uso de tecnologias como robótica e realidade virtual como ferramentas para aproximar os estudantes do ambiente escolar.
O debate foi o primeiro entre os candidatos ao governo de Minas Gerais e ocorreu no início oficial da campanha eleitoral. Participaram do evento os candidatos Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e o atual governador Mateus Simões (PSD). O ex-prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias (PT), foi convidado, mas não compareceu.












