A Câmara de Resolução de Disputas da FIFA determinou que o Atlético Mineiro deve quitar dívidas referentes às contratações dos jogadores Bruno Fuchs, Lyanco e Brahian Palacios. A decisão foi confirmada nesta semana e envolve valores e penalidades que podem impactar o clube em suas futuras operações de transferência.
No caso de Bruno Fuchs, o Atlético foi contratado junto ao CSKA de Moscou, na Rússia, no final de 2022. Inicialmente, o zagueiro foi emprestado ao clube mineiro até o fim de 2023, com possibilidade de extensão, o que ocorreu por mais uma temporada. Posteriormente, o Atlético adquiriu a sua transferência definitiva, com contrato válido até dezembro de 2028. O acordo previa o pagamento de 360 mil euros (cerca de R$ 2 milhões) pelo empréstimo, parcelados em duas partes, além de 2,7 milhões de euros (aproximadamente R$ 15,8 milhões) pela compra definitiva, divididos em três parcelas. No entanto, o clube russo alegou que não recebeu esses valores, incluindo o pagamento do empréstimo e da primeira parcela da transferência definitiva. O CSKA tentou incluir essa dívida na negociação para contratar Cuello, na janela atual, mas o Atlético recusou a proposta. A FIFA condenou o clube a pagar 900 mil euros (R$ 5,2 milhões), acrescidos de 7% de juros ao ano e uma multa de 63,6 mil euros (R$ 373 mil). Caso não cumpra a decisão, o Atlético ficará impedido de registrar novos jogadores por até três janelas de transferências.
Bruno Fuchs deixou o Atlético em fevereiro de 2025, após ser emprestado ao Palmeiras, que posteriormente exerceu a opção de compra e firmou sua contratação definitiva ao fim do contrato de empréstimo.
No caso de Lyanco, o clube mineiro o contratou em julho de 2024, vindo do Southampton, da Inglaterra. O acordo estipulava o pagamento de 5,2 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões), dividido em cinco parcelas até julho de 2026. No entanto, o Southampton notificou, em outubro de 2025, que não havia recebido a terceira parcela, de 1,125 milhões de euros (R$ 6,6 milhões), que deveria ter sido paga em julho daquele ano. Além disso, o clube inglês relatou atrasos na quarta parcela, também de 1,125 milhões de euros. A FIFA condenou o Atlético a pagar o valor integral, com juros, em até 45 dias, sob pena de impedir o registro de novos jogadores.
A terceira condenação refere-se ao atacante Brahian Palacios, contratado em março de 2024 junto ao Atlético Nacional, da Colômbia. O clube colombiano reivindicou, em abril de 2026, o pagamento da última parcela de 800 mil dólares (R$ 4,1 milhões), que deveria ter sido quitada em março do mesmo ano. O Atlético, que pagou inicialmente 3 milhões de dólares (R$ 15,6 milhões) divididos em quatro parcelas, foi informado de que a última parcela havia sido atrasada. A Câmara de Resolução de Disputas reduziu a multa de 100% para 50% do valor devido, fixada em 400 mil dólares (R$ 2 milhões). O clube brasileiro foi notificado a quitar a dívida em 45 dias, sob risco de impedimento de registrar novos atletas.
As informações foram inicialmente divulgadas pelo portal GE e confirmadas por O TEMPO Sports. Essas condenações representam um impacto financeiro e regulatório para o Atlético Mineiro, que deverá resolver essas pendências para evitar sanções adicionais na gestão de suas contratações futuras.
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