Estudo de peritos da PCMG é apresentado em evento internacional - Portal MPA

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Estudo de peritos da PCMG é apresentado em evento internacional

Postado em 28/11/2020 6:36

Um trabalho pericial acerca de morte violenta investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) foi selecionado entre iniciativas de todos os continentes e apresentado na conferência internacional “Head double shooting Scene”, promovida pela Associação Internacional de Analistas de Manchas de Sangue (IABPA).

Ao todo, 27 estudos de casos de peritos criminais e de pesquisadores foram expostos, sendo quatro de brasileiros. O evento foi realizado em plataforma virtual, entre os dias 17 e 20 de novembro.

Pela PCMG, a pesquisa apresentada é de autoria de quatro peritos criminais lotados no Posto de Perícia Integrado (PPI) em Betim, Região Metropolitana da capital: José Eduardo Barbosa Correa, Eliete Maria Quintão dos Santos, Antônio Magela Machado Junior e Fernando Fonseca Furtado. O caso em estudo é baseado em uma ocorrência registrada como autoextermínio com utilização de arma de fogo, o que, em decorrências dos ferimentos atípicos constatados na vítima, levantou duas hipóteses: seria mesmo suicídio ou homicídio?

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Os primeiros levantamentos foram realizados por José Eduardo. Diante da complexidade entre a interpretação das informações de caracterização dos ferimentos e as evidências que compunham a cena, o perito compartilhou o fato em reunião on-line com os demais colegas do PPI. A partir de então, os peritos Eliete e Magela, acompanhados do auxiliar Wesley Eduardo Fernandes, retornaram ao local com José Eduardo para novas análises, entre elas a de perfis de mancha de sangue. “Assim procedemos a identificação, a classificação, a medição e a amarração dos perfis encontrados”, pontua Eliete.

Segundo José Eduardo, as informações resultantes do estudo das imagens do atendimento pericial à data da ocorrência, os registros perinecroscópicos e os exames complementares, incluindo o estudo de área de convergência dos perfis de manchas de sangue desenvolvido por Magela, auxiliaram a simulação de possíveis posições adotadas pela vítima e foram fundamentais para as conclusões do grupo. “Esses procedimentos enriqueceram o caso em evidências, com sustentação científica da sequência dos atos mais prováveis no desenvolvimento da hipótese de dinâmica de um suicídio”, conclui o perito.

Multiplicação do conhecimento

Antônio Magela tem formação no curso de Análise de Perfis de Mancha de Sangue, oferecido pela escola Blood Training. Ele concluiu a capacitação no ano passado e, desde então, busca aplicar a técnica na rotina profissional. “Esse estudo de caso trouxe a oportunidade de integração da equipe local de trabalho, com o nivelamento na utilização de terminologias e metodologias científicas preconizadas pela IABPA. Saímos certos de que a perícia criminal – e, portanto, a Polícia Civil de Minas Gerais – se fortalece com mais essa realização”, destaca.

O superintendente de Polícia Técnico-Científica, Thales Bittencourt de Barcelos, reforça a relevância da análise de perfis de manchas de sangue como parte essencial do levantamento pericial de local de crime. “É uma importante ferramenta para elaboração de uma provável dinâmica do ocorrido, bem como, em conexão com outros elementos da cena, estabelecer uma faixa temporal e, em alguns casos, até mesmo indiciar ou excluir os possíveis envolvidos no evento”, observa.

Segundo Barcelos, a Superintendência de Polícia Técnico-

Científica (SPTC) vem empenhando esforços para a capacitação dos peritos criminais da PCMG nessa área de conhecimento, considerada relativamente inédita no Brasil. “Já foi criado inclusive um grupo de peritos analistas de manchas de sangue que, além de proporcionar cursos e seminários, vêm desenvolvendo protocolos e manuais de padronização para uso em todo o estado”.

Convergência

Além de Antônio Magela, os peritos criminais André Godoy (Instituto de Criminalística), Fábio Henrique de Azevedo (PPI em Capelinha) e Thiago Silva de Oliveira (PPI em Araxá) têm o título de analista. Magela pontua a importância de informações e aplicabilidades do conhecimento chegar a todas as carreiras policiais. “A disseminação dessa ciência forense é o caminho para que o trabalho pericial reconstrua a materialidade dos fatos de forma mais robusta, subsidiando a investigação na busca por Justiça na apuração de crimes contra a vida”, conclui o perito.

Com informações PC/MG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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