Adolescentes internados no Centro Socioeducativo de Divinópolis agrediram agentes na manhã desta sexta-feira (10). A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) informou que houve um desentendimento entre dois adolescentes e um agente durante o deslocamento para atividade esportiva, mas que a situação foi rapidamente resolvida.
De acordo com a Polícia Militar, os internos assumiram o controle de um dos corredores da unidade durante o episódio. Dois adolescentes agiram com violência contra os agentes: um utilizou um objeto cortante artesanal, conhecido como “chucho”, e outro usou um borrifador de água. Um agente foi lesionado no rosto, mas não corre risco de vida.
Em seguida, três professores que estavam na ala dos adolescentes no momento do confronto foram retirados em segurança pela Polícia Militar. Não há registro de reféns durante a ocorrência.
Como a Polícia Militar atuou na unidade?
Segundo o boletim da corporação, não foi preciso intervir diretamente para conter os adolescentes, já que eles encerraram o movimento assim que os militares entraram no Centro Socioeducativo. Por isso, a situação foi controlada sem necessidade de uso de força adicional por parte das equipes policiais.
Ao todo, quatro policiais penais — três homens e uma mulher — foram agredidos com socos e chutes durante o episódio.
O que disse o promotor da Infância e Juventude sobre o caso?
O promotor da Infância e Juventude, Cazé Fortes, foi acionado pela Polícia Militar e esteve no local durante a ocorrência. Segundo ele, em entrevista à TV Integração, o responsável por liderar a confusão é um jovem de 18 anos, que foi preso e levado para a delegacia.
Ainda segundo o promotor, ele ouviu os demais adolescentes envolvidos no episódio e os orientou sobre as penalidades que serão aplicadas a cada um deles. Os procedimentos previstos estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para casos de indisciplina em unidades de internação.
Como funciona o Centro Socioeducativo de Divinópolis?
A unidade, localizada na Avenida Conde Kelidônia, no bairro Jardim Floramar, completou 12 anos de funcionamento nesta segunda-feira (8), dois dias antes do episódio. Ao longo desse período, cerca de 1.330 adolescentes já cumpriram medidas socioeducativas de internação no local.
A unidade oferece atividades de escolarização e profissionalização aos internos, como cursos de barbearia, jardinagem, avicultura, horticultura e artesanato, além de atividades esportivas — justamente a atividade que estava sendo realizada no momento em que o desentendimento inicial ocorreu.
Enquanto isso, cabe à Justiça da Infância e Juventude e à Sejusp apurar as circunstâncias completas do episódio e definir as medidas cabíveis para os adolescentes envolvidos, conforme a legislação vigente para unidades socioeducativas no estado.














