Os políticos de Igaratinga não mostraram sensibilidade diante da crise financeira provocada pela pandemia de Covid-19.
Na semana passada, a Câmara de vereadores aprovou, sem dificuldades, um reajuste em benefício próprio de 4,5%. O salários dos parlamentares agora é de R$ 4.328.27.
Já o prefeito Renato do Tõe Lúcio (MDB) foi além. Criou novos cargos comissionados para o município. São eles:
- Chefe de Seção de Apoio da Secretaria Municipal de Administração e Planejamento,
- Chefe de Seção de Alistamento Militar e Patrimônio, de provimento em comissão, de livre nomeação,
- Chefe de Departamento de Trânsito e Transportes.
Revoltados, os pagadores de impostos protestaram ferozmente nas redes sociais.
A indignação ocorre porque o prefeito de Igaratinga já recebe um dos maiores salários do Centro-Oeste mineiro. Com uma absurda remuneração de quase R$20.000,00 mensais, Renato tem quase o mesmo ordenado do prefeito de Divinópolis, uma cidade 25 vezes maior que Igaratinga.
Com cerca de 10.000 habitantes, a Cidade da Cerâmica é notabilizada por ser um município de trabalhadores que merecem respeito.
É imperativo que Executivo e Câmara mostrem respeito ao povo e reduzam drasticamente seus próprios ganhos, sobretudo o do prefeito. É a decisão que a população aguarda.












