O Ministro de Estado do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou, nesta terça-feira, dia 6 de junho, de um encontro com empresários e representantes do setor produtivo de Minas Gerais. O evento, que foi promovido pela FIEMG, aconteceu na sede da entidade, em Belo Horizonte, e teve o intuito de apresentar os pleitos dos industriais para a pasta federal.
“A FIEMG vem trabalhando muito para impulsionar o emprego e renda no Brasil, sendo que uma de nossas batalhas é a desoneração da folha de pagamento. Enxergamos, na Reforma Tributária, uma grande oportunidade de resolvermos esse problema”, afirmou Flávio Roscoe, presidente da FIEMG, na abertura do bate-papo.
“A desoneração do trabalho é
fundamental e precisamos repassar essa arrecadação para outra
fonte, que não seja o trabalho”, disse, afirmando que a folha de
trabalho brasileira é onerada até três vezes mais do que as dos
países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento
Econômico (OCDE). “Isso mina competitividade para os trabalhadores
brasileiros e empregadores, pois quando concorremos com o mercado
internacional, exportamos esse imposto. Ele não é retirado e isso
resulta em um efeito cascata na economia”, reforçou.
Durante o evento, o líder empresarial entregou ao ministro um
documento com os pleitos do setor produtivo. Dentre as
reivindicações estão o incentivo à geração de emprego, a mudança de
jornada para trabalhadores de mineradoras de alta profundidade e a
extensão do prazo para o lançamento das informações trabalhistas no
e-Social, dentre outras. “Tivemos a oportunidade de conversar sobre
pontos convergentes que irão melhorar a relação trabalhista do
país, tendo como foco o aumento da produtividade do trabalhador
brasileiro, a priorização das negociações coletivas e a harmonia
entre trabalhador e empregador”, esclareceu Roscoe.
Para Marinho, sua pasta tem a tarefa
de acompanhar as demandas trazidas por empregadores e
trabalhadores, promovendo o equilíbrio. “Em qualquer debate, se
apenas um lado ficar satisfeito, significa que a negociação não foi
boa”, afirmou o ministro, ressaltando que o setor produtivo
industrial é um dos maiores geradores de empregos formais no Brasil
e que a pasta está trabalhando para uma legislação que modernize as
relações de trabalho, que valorize o diálogo social e as
negociações coletivas. “É hora de olhar para frente e começar a
promover transformações”, ressaltou.
Também estiveram presentes no encontro, Carlos Calazans,
superintendente Regional do Trabalho e Emprego em Minas,
e Marco Antônio de Jesus, copresidente do Fórum Estadual de
Emprego e Renda e presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos
de Minas Gerais (FEM/Cut). O representante dos trabalhadores
elogiou e aprovou a iniciativa do setor produtivo mineiro.
“Precisamos batalhar pela sobrevivência dos postos de trabalho e
investimento no setor produtivo é um dos caminhos. Assim iremos
conseguir manter o emprego e a renda da população”,
disse.












