O protesto no Cacoco de Cima, na zona rural de Divinópolis, voltou a cobrar providências na manhã deste sábado (7). Moradores se reuniram em frente a uma granja da região para denunciar mau cheiro intenso e proliferação de moscas, problemas que, segundo eles, comprometem a qualidade de vida das famílias.
Esta é a segunda manifestação em cerca de 60 dias, segundo os organizadores. Os moradores afirmam que não querem o fechamento da empresa, e sim que ela cumpra as obrigações ambientais. A reportagem não localizou, até a publicação, manifestação da granja nem do poder público sobre o novo ato.
O que você precisa saber sobre o protesto no Cacoco de Cima em 30 segundos?
- Quando e onde: manhã de sábado (7), em frente a uma granja no Cacoco de Cima, em Divinópolis.
- Motivo: mau cheiro intenso e proliferação de moscas, segundo os moradores.
- Posição dos moradores: não pedem o fechamento da empresa e cobram o cumprimento das obrigações ambientais.
- Apoio político: o vereador Rodyson do Zé Milton (PV) acompanhou o ato.
- Em aberto: não foi localizada resposta da empresa nem da Prefeitura sobre este protesto.
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O que os moradores do Cacoco de Cima reivindicam no protesto?
Os moradores relatam que o odor e a presença excessiva de moscas viraram parte da rotina da comunidade. Além do desconforto, afirmam enfrentar constrangimentos dentro de casa. Alguns dizem sentir vergonha de convidar familiares e amigos para almoçar. Por isso, momentos de convivência se tornam desagradáveis, segundo os relatos.
A comunidade pede que a atividade seja exercida de acordo com as normas ambientais, com medidas efetivas para controlar os odores e a proliferação de moscas. O líder comunitário Ivair Faria afirmou: “Não queremos o fechamento da empresa, apenas que ela cumpra com suas obrigações”. Na avaliação dele, os moradores precisam de tranquilidade e qualidade de vida dentro das próprias casas.
O que diz o vereador Rodyson do Zé Milton sobre o caso?
O vereador Rodyson do Zé Milton (PV) acompanhou as reivindicações e afirmou que a população está “pedindo socorro”. Segundo ele, o problema é recorrente e afeta diretamente a vida das famílias dentro de suas casas. Além disso, o parlamentar disse que continuará acompanhando o caso para que os direitos dos moradores sejam respeitados.
O que as fiscalizações e o protesto anterior já apontaram?
O Portal MPA registrou, em 24 de julho, um protesto que bloqueou a estrada de acesso à granja. À época, moradores disseram conviver com moscas e mau cheiro há pelo menos 50 anos. A reportagem não localizou outro ato no intervalo, então a contagem de “cerca de 60 dias” é a informada pelos organizadores. Portanto, a diferença entre as datas ainda precisa de confirmação.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar de Meio Ambiente obtido pelo Portal MPA, a fiscalização na Granja São Geraldo apontou falhas estruturais e operacionais que, na avaliação dos militares, contribuem para a infestação de moscas e o mau cheiro. Visto que o documento cita compostagem inadequada e queima irregular de resíduos em fiscalização de 2023 e recomenda nova vistoria, com possível análise da cassação da licença.
A empresa, por sua vez, informou ter controle de pragas, segundo o Portal MPA. O Portal Gerais registra que a granja adotou medidas corretivas temporárias após a vistoria, mas que o odor e as moscas voltaram em poucos dias, conforme os moradores. A reportagem não localizou decisão do órgão ambiental sobre a licença.
Quais datas ajudam a entender o caso no Cacoco de Cima?
- 24 de julho: primeiro protesto registrado pelo Portal MPA, com a Polícia Militar de Meio Ambiente no local.
- Dias seguintes: boletim de ocorrência da Polícia Ambiental aponta falhas e recomenda nova vistoria.
- 3 de novembro: moradores se reúnem e decidem organizar novo protesto
- 7 de novembro: segundo protesto em frente à granja, com a presença do vereador Rodyson do Zé Milton.
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A quem cabe fiscalizar e o que os moradores pretendem fazer?
Por fim, a fiscalização ambiental cabe ao órgão competente pelo licenciamento, com apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente. A comunidade pretende acionar formalmente os órgãos para pedir novas vistorias e mantém a programação de manifestações até a adoção de soluções. Ainda assim, a reportagem não localizou nota da Prefeitura ou da Secretaria de Meio Ambiente sobre o caso.












