O livro Isto é Divinópolis – 80 Anos de Rádio foi lançado em uma noite de homenagens a radialistas na Câmara Municipal de Divinópolis. O evento reuniu profissionais, ex-locutores e ouvintes em torno da história da Rádio Cultura, fundada em 1946 e hoje conhecida como Rádio Minas FM. Além disso, a obra usa a emissora como fio condutor para contar a própria trajetória da cidade.
O que você precisa saber sobre o livro Isto é Divinópolis em 30 segundos?
- A obra marca os 80 anos da radiofonia em Divinópolis, a partir da Rádio Cultura, criada em 1946.
- O título resgata um programa da Rádio Cultura, no ar em 1968 e 1969.
- O livro conta três histórias: a tecnologia do rádio, a empresa da emissora e a cidade.
- Radialistas receberam homenagens na Câmara Municipal durante o lançamento.
Na prática, a noite funcionou como um encontro de gerações. Profissionais com mais de 40 anos de microfone dividiram o espaço com colegas mais jovens.
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Por que o livro Isto é Divinópolis chama atenção agora?
A obra chega no ano em que a radiofonia divinopolitana completa 80 anos. Portanto, o lançamento une efeméride e registro histórico. Para o ex-radialista Augusto Fidelis, que somou 30 anos e cinco meses de rádio o registro garante a continuidade da memória local.
Segundo Fidelis, o rádio nunca vai desaparecer, porque funciona como companhia, informação e entretenimento. Ele defende que o livro cumpre papel semelhante, pois registra e entretém. Por isso, a ideia de reunir as duas mídias na mesma noite, em sua visão, amplia a importância do evento.
Qual é a origem do nome Isto é Divinópolis?
O prefácio, assinado por Flávio Flora, explica o título. O nome recupera um programa que esteve no ar na Rádio Cultura em 1968 e 1969, produzido e apresentado por José Lopes Filho, com participação do locutor Antônio Carlos Pereira. Além de homenagem, o título indica a intenção de contar a cidade a partir das vozes que passaram pelos microfones.
A estrutura da obra segue esse propósito. A primeira parte percorre a formação do município, suas instituições, manifestações culturais e processos de modernização. Já a segunda acompanha a Rádio Cultura desde 1946 até a transformação tecnológica, empresarial e institucional nas décadas seguintes.
Como a Rádio Cultura chegou aos 80 anos?
Segundo o prefácio, a emissora nasceu pequena e com recursos limitados. Ainda assim, desde os primeiros dias oferecia música, literatura, informação, cultura, notícias e cobertura dos acontecimentos da cidade. Em síntese, o texto afirma que o livro conta simultaneamente três histórias: a evolução tecnológica da radiodifusão, a transformação empresarial da emissora e a própria história de Divinópolis.
- 1946: a Rádio Cultura nasce por iniciativa de Jovelino Rabello e José Puntel Sobrinho, conforme o prefácio.
- 1961: Mayrinck Pinto de Aguiar e Adelci Mattar de Aguiar assumem a direção, segundo o perfil público da emissora.
- 2026: a trajetória completa 80 anos e ganha registro em livro.
Um dos fundadores também aparece em outros registros da época. Uma dissertação da UFMG sobre a história urbana de Divinópolis reproduz uma reportagem de O Globo de 1959. O texto destaca a participação de Jovelino Rabello na criação da Cia. de Laminação e Cimento Portland Pains, o que ajuda a dimensionar o peso do empresário na cidade.
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Quem recebeu homenagem na Câmara Municipal de Divinópolis?
A radialista Dirlene Magalhães recebeu um diploma de homenagem e destacou o resultado de anos de trabalho para manter audiência e informar o público. Segundo ela, a honraria sinaliza que a luta diária no rádio deu frutos. Além disso, ela elogiou o diploma e afirmou ter ficado muito feliz.
Entre os profissionais presentes, o diretor do Sistema MPA, Maoyrinck Júnior citou os tempos de casa de alguns, como Jorge Neto. Na prática, esses números mostram a longevidade de quem faz o rádio local. Para Jorge Neto, representa quase metade da história comemorada.
O que o rádio ensina sobre mudança e permanência?
Dirlene resumiu a evolução do veículo do código Morse ao pedido feito à assistente de voz Alexa. Segundo ela, foi a partir das duas guerras mundiais que o rádio passou a ser objeto de entretenimento para as famílias. Depois, a música e os locutores ganharam espaço, e as pessoas passaram a ligar o aparelho para ouvir notícias.
Ainda assim, ela observa que o hábito permanece. Mesmo com a internet e o excesso de informação, afirma Dirlene, o público continua querendo ouvir quem fala. No mesmo tom, um dos convidados lembrou que o grande patrimônio do rádio é o conteúdo, e que a plataforma, seja qual for, importa menos.
Como o rádio ajudou a criar emissoras na região?
O ex-deputado Jaiminho Martins, que atuou também em transmissões esportivas e gerencia de rádios, afirmou ter ajudado a criar mais de 50 emissoras de rádio em Minas Gerais. Segundo seu relato, três delas ficam em Nova Serrana e três em Cajuru. Em Divinópolis, ele citou a Rádio Divinópolis, a Rádio Candidés e a TV Candidés.
Jaiminho Martins também contou que trouxe radialistas conhecidos para a cidade, entre eles Garcia Júnior, da Rádio Inconfidência, além de Alair Rodrigues, Luiz Carlos Alves e Bira. Por isso, ele defende que o rádio local faz diferença ao mostrar acidentes, debates, campanhas de vacinação e problemas dos bairros, assuntos que raramente aparecem nas redes nacionais.














