
Com 79,88% das urnas apuradas e 66.199 votos, Gleidson Azevedo (NOVO) vence a eleição com 71,76% e é matematicamente reeleito como prefeito em Divinópolis. Os dados saíram na noite deste domingo (06) e foram confirmados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prefeito estava concorrendo com a candidata Laiz Soares (PSD).
Gleidson Azevedo é natural de Divinópolis, tem 42 anos, é casado e tem três filhos. O prefeito eleito é filho de José Maria de Azevedo e Selma Aparecida de Azevedo. É comerciante, formado em curso técnico de administração de empresas.
Sempre trabalhou no Varejão Azevedo, que é uma empresa familiar. Onde trabalharam os três irmãos, o senador Cleitinho Azevedo (REPUBLICAMOS), Eduardo Azevedo (PL) e Matheus Azevedo. Impulsionado pelos irmãos gêmeos na política, Gleidson se candidatou pela primeira vez em 2020.
Com um discurso conservador, o chefe do executivo defendeu como principais valores a justiça, humildade e caridade. Naquela época, ele foi eleito prefeito de Divinópolis, com 38.566 votos sendo o mais novo a ocupar o cargo.
PRIMEIRO MANDATO DE GLEIDSON
Durante seu primeiro mandato, Gleidson foi conhecido por seus embates com grandes empresas instaladas na cidade, como a Copasa, responsável pelo abastecimento de água, e a Trancid, que opera o transporte público local.
Apelidado de “prefeito do calçamento”, Gleidson foi responsável por importantes obras de infraestrutura, como a criação do Complexo da Ferradura, e a revitalização da Avenida Governador Magalhães Pinto, no bairro Niterói, além de recapeamento nas avenidas Autorama e Paraná. Durante a gestão, também houve a reaberturao retorno do Restaurante Popular, oferecendo refeições a preços acessíveis.
Outra iniciativa marcante de seu governo foi o programa “Adote um Bem Público”, que incentivou a parceria entre o poder público e empresas privadas para revitalizar espaços públicos da cidade, como praças e parques, promovendo a valorização dos bens comunitários.
O primeiro mandato de Gleidson Azevedo também foi pautado de algumas polêmicas como a CPI da educação. No final de agosto de 2022, o relatório final apontou um suposto superfaturamento de R$ 8,5 milhões em compras feitas pela Secretaria Municipal de Educação.
O documento também revelou a possível formação de cartel entre empresas que participaram de licitações para aquisição de mobiliário, notebooks e brinquedos escolares. O maior sobrepreço foi identificado em compras de móveis, com um valor 76% acima do preço de mercado. O relatório ainda responsabilizou o prefeito, a vice-prefeita e outros servidores por negligência e omissão. O caso foi encaminhado ao Ministério Público para investigação.
O prefeito também foi responsável por realizar a denúncia que iniciou a Operação Gola Alva, em que os vereadores Eduardo Print Júnior (PSDB) e Rodrigo Kaboja (PSD) foram afastados da Câmara Municipal.
A campanha do político agradou a maioria de Divinópolis e ele foi reeleito com % dos votos. Gleidson assume a gestão por mais quatro anos no município.















