A cidade de Divinópolis enfrenta um aumento preocupante nos casos prováveis de dengue, e os dados sugerem que este é apenas o começo de um desafio que pode se tornar ainda mais difícil nos próximos meses. De acordo com o Painel de Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde, é crucial uma mudança no comportamento da população para conter a propagação da doença.
Em 2023, o pico de casos de dengue, conforme registrado pelo Painel de Monitoramento das Arboviroses em Minas Gerais, ocorreu na 15ª semana epidemiológica, totalizando 857 casos prováveis da doença. Já neste ano de 2024, na quarta semana epidemiológica, o número de casos prováveis já assinalava 455.
Olhando para dados históricos, é possível observar que a cidade enfrentou picos de dengue em diferentes períodos nos anos anteriores. Em 2016, por exemplo, o pico ocorreu na 13ª semana epidemiológica, enquanto em 2019 foi na 19ª semana. Essas variações ressaltam a necessidade de permanente vigilância e ação por parte das autoridades de saúde e da comunidade.
Com base nessas informações, fica evidente que Divinópolis está em alerta máximo. É crucial que medidas preventivas sejam tomadas de forma eficaz e que a conscientização da população seja intensificada. O combate à dengue requer um esforço conjunto de todos os setores da sociedade, desde o poder público até cada cidadão, na adoção de práticas que eliminem os criadouros do mosquito Aedes aegypti e na busca por cuidados pessoais que evitem a proliferação da doença.
Durante a última reunião das Acasp, o secretário executivo do Cisurg/SAMU, José Márcio Zanardi, ressaltou que a situação é preocupante em todo o estado, com curva ascendente no número de casos na sexta semana epidemiológica já maior que o índice registrado em todo o ano passado. A previsão é que sejam registrados aproximadamente 200 mil casos em Minas Gerais em 2024.
Foi destacada também a gravidade que a doença tem atingido os pacientes, em alguns casos deixando sequelas como paralisia de membros, mesmo em pessoas mais jovens. “A presença da larva do mosquito está muito clara, estamos à beira de uma epidemia. É um alerta para todos, pois a doença está derrubando as pessoas e leva a óbito”, ressaltou o profissional do Consórcio de Saúde. Ele ainda pontuou que a Secretaria de Estado de Saúde prepara duas grandes mobilizações para fevereiro e março, chamando a atenção de prefeituras e diversos órgãos para a gravidade do problema e a importância da prevenção junto à população.















