A morte do ciclista Bruno Barbosa, de 35 anos, na BR-494, em Divinópolis, reacendeu a lembrança de outro caso semelhante que chocou a cidade nos últimos anos. Assim como ocorreu com Leonardo Antônio Santos, vítima de um atropelamento na MG-050, o condutor responsável fugiu sem prestar socorro. Ainda ciclistas seguem vulneráveis nas rodovias que cortam Divinópolis.
Em ambos os casos, os ciclistas pedalavam pelo acostamento quando os veículos os atingiram. Bruno Barbosa morreu na manhã de sábado (20), no km 25 da BR-494. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, ele seguia de bicicleta quando um carro que vinha logo atrás o atropelou. O condutor não parou e fugiu em direção a Nova Serrana.
Situação semelhante foi registrada no caso de Leonardo Antônio Santos. O ciclista, apaixonado pelo esporte e acostumado a percorrer o trecho da MG-050 onde ocorreu o acidente, também pedalava pelo acostamento quando foi atingido por um veículo. De acordo com as informações da época, o motorista teria forçado uma ultrapassagem pela direita antes da colisão e também fugiu do local.
As semelhanças entre os dois casos vão além da dinâmica dos acidentes. Ambos envolvem ciclistas que utilizavam o acostamento da rodovia, ambos resultaram em morte no local e, principalmente, ambos tiveram como agravante a fuga dos condutores após o atropelamento.
O suspeito
A diferença está na resposta investigativa. No caso de Bruno Barbosa, a Polícia Civil conseguiu identificar o veículo suspeito em menos de 72 horas. Utilizando imagens de câmeras de segurança, técnicas de análise de vínculos e softwares de inteligência artificial, os investigadores localizaram o automóvel e chegaram ao principal suspeito.
Os dois casos reforçam o debate sobre a segurança dos ciclistas nas rodovias que cortam Divinópolis e região. Mesmo utilizando o acostamento, espaço destinado à proteção de usuários mais vulneráveis, ciclistas continuam expostos a riscos graves. Além disso muitas vezes causados por imprudência ou desrespeito às regras de trânsito.
As mortes de Leonardo Antônio Santos e Bruno Barbosa transformaram-se em símbolos de uma realidade preocupante: a vulnerabilidade dos ciclistas nas estradas e a necessidade de fiscalização, conscientização e punição rigorosa para motoristas que abandonam vítimas após acidentes.


Sinal de alerta ligado: mortes de ciclistas expõem riscos nas rodovias que cortam Divinópolis












