Os acidentes elétricos na construção civil continuam liderando o ranking de ocorrências fatais provocadas por choque de energia no Brasil, segundo dados do mais recente Anuário da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel). Com a chegada do tempo seco em Minas Gerais, o avanço de reformas e construções exige cuidados redobrados dos profissionais da área. Por isso, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) intensificou orientações preventivas para proteger trabalhadores e evitar descargas perigosas perto das redes de distribuição urbana.
O que você precisa saber em 30 segundos sobre o alerta da Cemig?
- O setor registrou 208 mortes por choque elétrico em 2025, contra 137 em 2024 e 64 em 2023.
- A série histórica da Abracopel contabiliza 1.173 vítimas fatais entre os trabalhadores do segmento desde 2013.
- A recomendação oficial exige manter uma distância mínima de segurança de 1,5 metro da fiação energizada.
- Redes de média tensão operam em 13.800 volts e podem formar arco elétrico sem necessidade de toque direto.
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Por que o risco de acidentes elétricos na construção civil aumenta em obras?
Na prática, intervenções em segundo e terceiro pavimentos colocam pedreiros, pintores e ajudantes na mesma altura da fiação das vias públicas. O manuseio de vergalhões, andaimes, escadas metálicas, calhas e cabos extensores de pintura cria proximidade perigosa com condutores de alta voltagem. Além disso, até mesmo hastes de madeira podem conduzir corrente dependendo do nível de umidade ou da intensidade da tensão presente no circuito.
Consequentemente, a aproximação indevida pode produzir o fenômeno do arco elétrico, transferindo carga pelo próprio ar. Segundo normas técnicas mantidas pela Companhia Energética de Minas Gerais sobre segurança com a rede elétrica, as linhas de média tensão trabalham com 13.800 volts, o que demanda planejamento rigoroso antes de erguer estruturas próximas aos postes.
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Quais procedimentos técnicos evitam tragédias nos canteiros de trabalho?
Sobretudo, o gerente de Saúde e Segurança Corporativa da concessionária mineira, José Firmo do Carmo Júnior, enfatiza que a realização prévia da Análise Preliminar de Riscos (APR) identifica pontos críticos antes do início dos serviços. O método respeita parâmetros da Norma Regulamentadora nº 10 (NR-10) e da ABNT NBR 16384:2020. No entanto, os encarregados devem garantir a distância mínima de 1,5 metro durante toda a movimentação de cargas e ferramentas.
Enquanto isso, especialistas alertam que o impacto da eletricidade frequentemente provoca perda de equilíbrio e quedas graves de andaimes. Portanto, a utilização correta de equipamentos de proteção individual combinada à distância regulamentar salva vidas nos canteiros. Em síntese, o respeito às normas operacionais é o único caminho para reduzir os índices de sinistros no estado.














