A cantora e compositora norte-americana Dolly Parton, que faleceu aos 80 anos, revelou as razões pelas quais optou por não ter filhos com seu marido, Carl Dean, que morreu em 2025 após quase seis décadas de casamento. A decisão de não formar uma família tradicional foi uma escolha consciente do casal, que, segundo Parton, permitiu-lhe dedicar mais tempo à sua carreira artística e a projetos sociais.
Em declarações à revista People, Dolly Parton afirmou que a maternidade não fazia parte dos planos do casal. Ela explicou que essa decisão lhe proporcionou maior liberdade para trabalhar e se envolver em iniciativas beneficentes, como a Imagination Library, programa dedicado à leitura infantil. A artista destacou que, por não ter filhos, pôde aproveitar uma liberdade que contribuiu significativamente para o seu sucesso profissional. Em entrevista ao programa “The Oprah Conversation”, da Apple TV+, ela reforçou que a ausência de filhos lhe deu espaço para se dedicar integralmente às suas atividades e projetos.
Parton também relacionou sua escolha ao impacto que essa liberdade teve na sua atuação filantrópica, especialmente na área infantil. Ela contou que acreditava que Deus não queria que ela tivesse filhos para que pudesse cuidar de crianças de todo o mundo, como as beneficiadas pela Imagination Library, criada em 1995 para enviar livros pelo correio a crianças, independentemente da renda familiar. Em outras ocasiões, a artista afirmou que chegou a imaginar como seria ter filhos, mas que essa vontade nunca foi uma prioridade ardente. Ela explicou que, na juventude, pensava na possibilidade de ter uma família, mas sua carreira e a rotina de viagens sempre tiveram maior peso em suas decisões.
Ao refletir sobre sua trajetória, Dolly Parton declarou que não se arrepende da escolha de não ter filhos. Em seu livro “Star of the Show: My Life on Stage”, ela comentou que, ao montar a obra, percebeu o quanto abriu mão de sacrifícios pessoais para alcançar seus sonhos. Ela destacou que, por não ter tido filhos, não experimentou sentimentos de culpa e se sente grata por ter realizado seus objetivos profissionais e pessoais.
A cantora também revelou que, ao longo do relacionamento com Carl Dean, ambos conversaram sobre a possibilidade de formar uma família. Ela contou que, ao se casarem, discutiram como seriam os filhos, considerando aspectos como a altura, já que Dean era alto, e o nome de uma possível filha, Carla. Contudo, essa ideia acabou não se concretizando, e ela afirmou que o casal optou por ajudar outros familiares, dedicando-se a cuidar de sobrinhos e sobrinhas, além de apoiar financeiramente a educação de jovens próximos.
Grande parte do trabalho filantrópico de Dolly Parton esteve voltado à educação e à infância. Entre suas iniciativas mais conhecidas estão a Dollywood Foundation e o projeto Imagination Library, que envia livros às crianças, promovendo o incentivo à leitura desde cedo, independentemente da condição financeira das famílias. Essas ações refletem seu compromisso de ajudar a transformar vidas por meio da educação.
A morte de Dolly Parton foi confirmada por sua família por meio de um vídeo publicado no Instagram. O sobrinho Bryan Seaver, que também é filho de Cassie Parton, comunicou o falecimento da artista, referindo-se a ela como irmã, tia e avó para diferentes gerações. Na mensagem, Seaver destacou que Dolly Parton se tornou uma figura presente na vida de milhões de pessoas, além de sua família, por meio de sua presença constante na televisão, na música e nas plataformas digitais. Ele finalizou pedindo que todos descansem em paz e abençoando a memória da artista, reconhecendo sua importância para o público e sua influência duradoura.












