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Cemig anuncia ex-Cteep Reynaldo Passanezi como novo presidente no lugar de Beline

Postado em 13/01/2020 10:31

NOTA OFICIAL CEMIG

A estatal mineira de energia Cemig informou que o economista Reynaldo Passanezi Filho foi nomeado como novo diretor-presidente da companhia, segundo fato relevante nesta segunda-feira.

A mudança acontece em meio a planos da gestão do governador mineiro Romeu Zema (Partido Novo) de privatizar a empresa, que é uma das maiores elétricas do Brasil e tem negócios em geração, transmissão e distribuição de energia.

A Cemig não informou de imediato motivos para a substituição de Belini, que comandava um processo de reestruturação da companhia que envolveu corte no número de níveis gerenciais, redução de secretárias e motoristas e até a venda de um avião da empresa, em busca de menores custos.

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Um dos compromissos que assumi com os mineiros foi o de profissionalizar a gestão pública, em especial as empresas estatais, que por muitos anos serviram como cabide de empregos e ferramenta política. Estamos começando esse processo pela Cemig, através do seu novo presidente, Cledorvino Belini, que assume o cargo com a missão de melhorar a qualidade dos serviços, recuperar o valor de mercado e, em breve, possibilitar a redução de custos aos consumidores. Belini traz sua experiência do setor privado, em um conglomerado de atuação mundial, para tornar a companhia mais eficiente para todos os mineiros. #MinasGerais #GovernodeMinas #RomeuZema #NOVOgovernoMG

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O executivo, no entanto, seguirá no conselho de administração, de acordo com o comunicado da Cemig.

Antes de atuar na elétrica mineira, Belini fez carreira na montadora Fiat, tendo sido presidente da montadora no Brasil e na América Latina.

Segundo a Cemig, o conselho de administração da empresa aprovou a nomeação de Passanezi nesta segunda-feira.

EMPRESA SÍMBOLO

Considerada uma empresa emblemática em Minas Gerais, a Cemig foi criada em 1952 pelo então governador Juscelino Kubitschek, que depois seria presidente da República.

O governador Zema, eleito em 2018, prometeu em sua campanha privatizar a empresa, o que exige aprovação da venda do controle em plebiscito popular ou mudança da Constituição estadual para retirar essa exigência.

A Cemig reportou prejuízo líquido de 281,8 milhões de reais no terceiro trimestre, contra lucro de 244,5 milhões de reais no mesmo período de 2018, impactada por um contingenciamento bilionário para o cumprimento de contribuições tributárias.

Enquanto o governo mineiro tenta avançar com os planos de privatização, a companhia vinha buscando vendas de ativos para reduzir seu elevado endividamento.

A dívida líquida da companhia terminou o terceiro trimestre em 13,6 bilhões de reais.

Em meio aos planos de desinvestimentos, a Cemig fechou em julho ano passado a venda de parte de sua fatia na elétrica Light, deixando de ser controladora da empresa que atua na distribuição de energia na região metropolitana do Rio de Janeiro e tem ativos de geração.

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