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Caso Lorena: Policia Civil aponta homicídio doloso; delegado diz que biomédica assumiu o risco

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Na tarde de hoje, a Polícia Civil em Divinópolis concedeu uma entrevista coletiva, para falar sobre a morte de uma paciente de 45, após procedimento em clínica de estética. O delegado Flávio Destro apresentou informações preliminares sobre o caso. De acordo com o delegado, os depoimentos dos envolvidos apresentaram inconsistências, e a suspeita de dolo eventual é forte. O delegado afirmou que a responsável pelo procedimento assumiu o risco de matar, o que configura inicialmente o crime de homicídio. Além disso, está presa uma enfermeira que estava presente na clínica se recusou a prestar depoimento, permanecendo em silêncio.

Durante a investigação, a biomédica responsável pelo procedimento não respondeu satisfatoriamente às perguntas dos investigadores, o que colaborou para sua prisão, segundo o delegado Marcelo Nunes Junior. No local, foram coletados computadores e celular da clínica, pastas de prontuários e conteúdo das lixeiras e descartáveis. A perita Paula explicou que o local estava ocupado por diversas pessoas antes de ser isolado para a investigação.

Foi constatado que o laser que seria utilizado no procedimento não estava na clínica naquele momento, segundo Lorena Marcondes. Ela afirmou que o laser chegaria posteriormente e que naquele momento seria feita apenas a aplicação de anestésico diluído em soro.

O médico legista, Dr. Lucas, explicou que a paciente sofreu uma parada cardíaca durante o procedimento, mas que foi revertida por um médico cardiologista que tinha consultório no mesmo prédio. No hospital ela teve de receber sangue e plasma e, na necropsia, foram constatados dez orifícios na região abdominal e dois nos glúteos, além de quantidade significativa de sangue no tecido subcutâneo. A tomografia computadorizada mostrou hematomas e sangramentos excessivos, mas sem violação de qualquer órgão vital. Tudo isso é compatível com um procedimento estético, mas ainda faltam resultados de exames para determinar a quantidade de medicamentos utilizados.

Foi encontrado epinefrina no consultório, mas ainda não há resultados de exames para determinar a dosagem aplicada na paciente. Considerando que as lesões são compatíveis com uma cirurgia de médio ou grande porte, é possível que o procedimento tenha sido realizado sem profissional adequado e sem equipamentos próprios. O laser que seria utilizado no procedimento não estava no local, e as câmeras do edifício serão verificadas para saber se houve retirada do aparelho ou de outros objetos.

Além disso, foi constatado que o consultório não tinha aparelho de pressão, e levaram 30 minutos para comprar um na rua. A ficha da vítima ainda não foi encontrada. A investigação continua, e mais informações devem ser divulgadas em breve.