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Campanha alerta sobre os perigos do uso de linhas cortantes

Postado em 24/07/2020 9:46

Campanha alerta sobre os perigos do uso de linhas cortantes. A iniciativa tenta sensibilizar jovens e adultos sobre os riscos do uso indevido de cerol e linha chilena para empinar pipas; campanha “A Vida por um Fio” incentiva a denúncia do comércio ilegal desses materiais via 181, disque denúncia.

A  campanha é fruto de uma parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) com a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar, sendo realizada de forma online.

A iniciativa, lançada na quinta-feira (23/7), conta com vídeo e peças gráficas com alertas e dicas de segurança que serão divulgados pelas redes sociais. Balanço do 181 aponta 198 denúncias de comércio ilegal de linha chinela e cerol durante todo o ano de 2019. Em 2020, somente no primeiro semestre, já foram recebidas 143 denúncias – número que, com a campanha, tende a crescer ainda mais. Para o superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Leandro Almeida, é importante que a população continue contribuindo com as forças de segurança e denunciando qualquer suspeita, para que essa prática criminosa seja devidamente penalizada.

“Para que a gente consiga combater esse tipo de crime é fundamental a participação da sociedade, denunciando a comercialização desses produtos, que podem provocar graves acidentes e até matar. É importante lembrar que o Disque Denúncia 181 garante o sigilo e o anonimato de quem denuncia e funciona nos 853 municípios mineiros, 24 horas por dia, sete dias por semana”, esclarece Leandro.

Fiscalização

As Polícias Militar e Civil realizam constantes operações de fiscalização. O porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais, Major Flávio Santiago, ressalta que além das operações realizadas, a denúncia é de suma importância para que a atuação seja ainda mais eficiente. “Nenhuma diversão vale uma vida. A população deve denunciar o uso ilegal do cerol e linha chilena por meio do 190, serviço de emergência da Polícia Militar. A pessoa pode, inclusive, acenar para uma viatura e mostrar o local”, explica. “Mas, se não quiser se identificar por medo, por conhecer o denunciado ou qualquer outra razão, o 181 é a melhor opção para denúncia do comércio ilícito desses materiais”.

A lei estadual que veda a comercialização e o uso de linha cortante em pipas, papagaios e similares está em vigor desde dezembro do ano passado. A multa para quem for flagrado vendendo linhas cortantes varia de R$ 3.590 a R$ 179 mil (para casos de reincidência). Já quando a linha cortante apreendida estiver em poder de criança ou adolescente, seus pais ou responsáveis legais serão notificados da autuação e o caso será comunicado ao Conselho Tutelar.

Cuidados

Com os ventos mais fortes desta época do ano, é comum a brincadeira de empinar pipas. Mas para que a diversão não termine em tragédia, a população precisa respeitar cuidados. Mesmo sem linhas cortantes, a pipa pode apresentar perigos para quem está brincando sem atenção ao seu entorno. A capitão Thaise Rodrigues, do Corpo de Bombeiros Militar, faz o alerta e lembra que um segundo de distração pode ser o suficiente para gerar um acidente. “Algumas pessoas se distraem envolvidas na brincadeira e podem ser atropeladas, cair de lajes e pontes ou sofrer choques ao tentar resgatar a pipa na rede elétrica. É preciso muito cuidado e atenção mesmo sem o uso de cerol”, explica.

Além dos riscos em terra, soltar pipas com linhas cortantes pode representar um perigo também no ar. A capitão Thaise reforça que uma brincadeira aparentemente inofensiva pode comprometer a segurança de aeronaves e gerar reflexos nos atendimentos de urgência e emergência realizados pelos helicópteros das forças de segurança, além de colocar a vida da tripulação em risco. Em 2015, por exemplo, uma linha com cerol provocou estragos no helicóptero Pégasus, do Comando de Radiopatrulhamento Aéreo da Polícia Militar, e, em 2018, uma linha se enroscou na aeronave Arcanjo 4, do Corpo de Bombeiros, causando um prejuízo de mais de R$ 135 mil para o Governo e vários dias sem a aeronave em atividade, o que acaba prejudicando o atendimento da corporação para salvar vidas.

“A segurança das aeronaves também depende de todos. É importante que as pessoas não soltem pipas próximas a zonas de pouso ou decolagem, pois uma simples linha pode colocar em risco a vida de outras pessoas. É preciso sempre muito cuidado e responsabilidade para não transformar a brincadeira em tragédia”, ressalta a capitão.

Já a coordenadora de Educação de Trânsito do Detran-MG, delegada Amanda Curty, lembra que as principais vítimas em terra são os motociclistas e os ciclistas, já que as linhas com cerol ou chilenas podem ser fatais para eles. Para se prevenir do perigo, os motociclistas podem fazer a adaptação de antenas corta linha em suas motocicletas.

A delegada ressalta que aquelas pessoas que se utilizam do cerol para soltar pipas e acabam por lesionar transeuntes e motociclistas podem responder por delito de lesão corporal ou até mesmo homicídio. “A princípio seriam crimes culposos mas, a depender das circunstâncias, ao se comprovar que a pessoa que solta pipas usando cerol teria assumido o risco de lesionar ou ceifar a vida de alguém, ela poderia responder por lesão dolosa. A pena é de até oito anos de reclusão, a depender da gravidade da lesão, e pena de até 20 anos no caso do homicídio”, detalha.

 

Com informações Ascom- Sejusp/MG

 

 

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