Num time recheado de jogadores com vasto currículo no futebol, quem brilhou foi um jovem de 19 anos. O meia colombiano Dylan entrou no segundo tempo para marcar um gol e se tornar o herói improvável da vitória do Atlético por 1 a 0 no clássico contra o América, neste sábado, no Independência, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Com o resultado, o time alvinegro sobe da quarta para a terceira posição, com 22 pontos – três a menos que o líder Palmeiras. Já o derrotado América segue com nove, na 16ª colocação, próximo da zona de rebaixamento.
O time do técnico Vagner Mancini volta a campo pela 12ª rodada
só no dia 19, uma segunda-feira, novamente no Independência. O
rival será o Sport, em partida marcada para 20h. No sábado
anterior, o Atlético visita o Corinthians na Neo Química Arena, às
19h.
O foco atleticano, porém, ainda não é o duelo em São Paulo.
Antes, o time alvinegro enfrentará o Boca Juniors, na Bombonera,
pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores. A bola
rola às 19h15 desta terça-feira, em Buenos Aires.
Mancini resolveu modificar a escalação do América e montar um
time com três zagueiros para “espelhar” o sistema utilizado pelo
Atlético na vitória da última quarta-feira por 2 a 1 sobre o
Flamengo. Para isso, lançou o jovem Zé Vitor, de 20 anos, ao lado
de Eduardo Bauermann e Ricardo Silva.
Em tese, a ideia do comandante daria certo. Em tese. Embora
tivesse mandado a campo três beques de origem (Igor Rabello, Nathan
Silva e Junior Alonso), o técnico Cuca decidiu utilizar o paraguaio
como lateral-esquerdo, nas ausências de Guilherme Arana (cedido à
Seleção Brasileira Olímpica) e Dodô (sem condições físicas para
suportar 90 minutos). O comandante também fez outras alterações no
time, para descansar os mais desgastados.
Intenso, o América começou com mais posse de bola e tentou
ocupar o campo defensivo rival, apesar de ter perdido, logo aos
três minutos, Ribamar por lesão. O time mandante chegou a fazer um
gol com Carlos Alberto, aos 19′, mas o lance foi invalidado por
impedimento.
Com dificuldades criativas, o Atlético levou perigo pela
primeira vez após um corte de Zé Vitor, que exigiu grande defesa de
Matheus Cavichioli. Nos minutos finais, Savarino fez boa jogada
pela direita e cruzou para Sasha, que, travado por Eduardo
Bauermann, parou em outra importante intervenção do goleiro
americano. No rebote, Alonso acertou o travessão e perdeu uma
chance inacreditável.
As chances de gol continuaram escassas no início do segundo
tempo. O Atlético, que terminou a primeira etapa com mais posse de
bola, aumentou o controle do jogo, mas seguiu com dificuldades para
superar a marcação adversária.
Por isso, Cuca decidiu colocar Hulk e Dylan nas respectivas
vagas de Igor Rabello e Hyoran. E a estratégia deu certo. O camisa
7 iniciou a jogada e lançou Savarino. O venezuelano cruzou para
Dylan, livre na área, só empurrar para as redes aos 23′: 1 a 0. Foi
o primeiro gol dele em 19 jogos com a camisa alvinegra.
Em desvantagem, Mancini resolveu fazer alterações – mas não
foi tão ousado quanto Cuca e decidiu manter o sistema com três
zagueiros. O América voltou a manter a posse da bola por mais
tempo, mas não levava perigo ao gol defendido por Everson. A melhor
chance da reta final foi do Atlético, porém Felipe Felício
desperdiçou uma oportunidade incrível após falha de Cavichioli. E o
1 a 0 seguiu até o fim.
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Fonte: SUPERESPORTES.com.br














