Ceni vê Cruzeiro “envelhecido” para alto rendimento

Postado em 26/08/2019 12:47

O Cruzeiro esteve muito perto de conseguir a segunda vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro, mas levou o empate do CSA nos acréscimos do segundo tempo, no Rei Pelé, na noite deste domingo. O técnico Rogério Ceni gostou do que viu no primeiro tempo da partida, mas, obviamente, não ficou feliz com o resultado e classificou o gol dos alagoanos – marcado aos 49 minutos do segundo tempo – como uma “infelicidade” ocasionada por uma “série de acidentes”.

Na visão do treinador cruzeirense, a equipe se comportou bem na primeira etapa, mesmo com a mudança feita de última hora na escalação. Pedro Rocha, com incômodo estomacal, precisou ser substituído por Robinho.

– Tomar um gol aos 94 minutos é sempre ruim para quem está vencendo. Sempre soa como vitória para quem estava atrás e sempre soa como resultado ruim para quem esteve à frente no placar durante o jogo todo. Acho que, no primeiro tempo, a gente trabalhou bem. Tivemos uma surpresa de início, já que o Pedro Rocha não se sentiu bem, não pudemos iniciar com ele, aí nós colocamos o Robinho para jogar de volante, adiantando o Thiago. O time perde um pouco de velocidade, ganha qualidade técnica – Robinho e Thiago dão essa qualidade -, mas perde velocidade.

Rogério, no entanto, reconhece que o time não esteve bem no segundo tempo, principalmente no início. Apesar disso, ele considera que houve uma melhora cruzeirense e que o gol do CSA, que tirou dois pontos do Cruzeiro, aconteceu após uma “série de acidentes”.

– No segundo tempo, começamos mal, melhoramos, mas numa infelicidade, porque o Edilson tirou, a bola acabou subindo, tivemos outra chance de tirar, não conseguimos, aí a bola volta, tem o chute errado, ela desvia no pé do nosso jogador… Uma série de acidentes que levaram o resultado final a ser o empate.

Rogério foi questionado sobre a queda que o time teve do primeiro para o segundo tempo, quando diminuiu consideravelmente o ritmo de jogo e, consequentemente, viu o CSA chegar mais perto de sua área. O treinador considera natural essa piora e diz qual é o motivo: a queda física, principalmente em função da idade de alguns jogadores. Seis dos 11 jogadores que iniciaram como titulares estão acima dos 30 anos.

– Achei até normal (a queda para o segundo tempo), com alguns jogadores um pouco mais velhos, de mais cadência de jogo, não de velocidade. (…) Mas tivemos oportunidades, chutamos. A queda do primeiro para o segundo tempo, para mim, até era esperada, por não ter mais um jogador de velocidade para colocar. O ideal era que a gente tivesse matado o jogo, tivesse feito o segundo gol, mas não conseguimos, talvez, ter a mesma força que tivemos no primeiro tempo.

Questionado novamente sobre o lance do gol sofrido pelo Cruzeiro, ele classificou o lance como infelicidade e fatalidade. O treinador, que reconhecidamente gosta de propor um jogo ofensivo, disse que gosta de atacar justamente para evitar prejuízos de lances como esse, que acabou fazendo com que a Raposa pudesse somar dois pontos.

Eu classifico como fatalidade. O Fábio fez uma grande defesa no segundo tempo. E essa bola, que foi um bate-rebate. Era um escanteio nosso, talvez a gente pudesse gastar um pouco mais de tempo nesse escanteio. Perdemos a bola rápido, acho que num impedimento, aí deu tudo errado em quatro ou cinco movimentos, que não é natural, que não é normal acontecer, custou dois pontos para a gente.

Agora, o Cruzeiro se prepara para o confronto contra o Vasco, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo com os cariocas será no próximo domingo, 1º de setembro, às 19h00, no Mineirão.

 
 

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