O Atlético chega ao jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil pressionado pela queda de produção no ataque. O time mineiro não marcou nas últimas três partidas, mesmo tendo finalizado 50 vezes e mantido, em média, 66,7% de posse de bola nos compromissos contra Cruzeiro, Grêmio e Botafogo. A equipe enfrenta o Grêmio no próximo sábado (7/11), precisando reverter a derrota por 2 a 0 sofrida em Porto Alegre para continuar na disputa pelo título.
Além do jejum ofensivo, o Atlético acumula cinco derrotas consecutivas. A sequência começou contra o Montevideo City Torque, no jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana. Naquela partida, o Galo teve apenas 35% de posse de bola e concluiu quatro finalizações. O contexto, porém, era diferente: o time havia vencido o primeiro confronto por 3 a 0 e entrou em campo no Uruguai com ampla vantagem para administrar.
Depois, o Atlético foi derrotado pelo Flamengo por 3 a 2, no Maracanã. Diante de um adversário considerado superior, a equipe mineira teve somente 28% de posse e finalizou cinco vezes. Mesmo com pouco controle da partida e baixo volume ofensivo, conseguiu marcar duas vezes. O desempenho, no entanto, não se repetiu nos três jogos seguintes, quando o time passou em branco.
A mudança de comportamento ficou mais evidente a partir do clássico com o Cruzeiro. Após atuações marcadas por problemas de postura, o Atlético passou a adotar uma postura mais agressiva quando tinha a bola. O volume ofensivo aumentou, mas a equipe não conseguiu transformar a presença no campo de ataque em gols. Na derrota por 1 a 0, na Arena MRV, o Galo registrou 56% de posse e 17 finalizações.
O problema voltou a aparecer no confronto com o Grêmio, realizado no último domingo (1º/11), em Porto Alegre. O Atlético controlou a posse durante boa parte do jogo, alcançando 76%, e finalizou 20 vezes. Ainda assim, perdeu por 2 a 0. A equipe encontrou dificuldades para penetrar na defesa adversária, que atuou em linhas baixas e procurou aproveitar os espaços deixados nas transições ofensivas.
Na quarta-feira (4/11), o roteiro se repetiu diante do Botafogo, no estádio Nilton Santos. Mesmo escalado com reservas, o Atlético manteve a iniciativa, alcançou 68% de posse de bola e terminou com 13 finalizações. A superioridade estatística, entretanto, não foi suficiente para evitar outra derrota por 1 a 0 nem para interromper o período sem gols.
Desfalques reduzem as opções no ataque
A falta de um centroavante de referência é apontada como um dos fatores para a queda de eficiência ofensiva. Thiago Borbas, Reinier e Cassierra estão no departamento médico, obrigando o técnico Eduardo Domínguez a buscar alternativas para a posição nos compromissos mais recentes.
Na partida contra o Grêmio, Victor Hugo foi utilizado mais avançado. Diante do Botafogo, a oportunidade ficou com o jovem Cauã Soares, que atuou centralizado no ataque. As escolhas não foram suficientes para resolver a dificuldade de transformar o domínio territorial e a posse de bola em oportunidades realmente efetivas e gols.
A ausência de um atacante de referência, contudo, não explica sozinha o momento do Atlético. O time também tem apresentado problemas na construção das jogadas, especialmente na execução de passes incisivos e na realização de infiltrações contra defesas compactadas. No duelo com o Botafogo, Dudu e Scarpa, jogadores que poderiam oferecer maior capacidade de criação, não conseguiram desequilibrar a partida.
Para a decisão com o Grêmio, Eduardo Domínguez poderá ter o retorno de Cassierra. A presença do atacante pode aumentar a ocupação da área e oferecer ao Atlético uma alternativa mais natural para concluir as jogadas criadas pela equipe.
Em razão da derrota por 2 a 0 no primeiro duelo, o Atlético precisa vencer por três ou mais gols de diferença para avançar diretamente à final da Copa do Brasil. Caso conquiste uma vitória por exatamente dois gols, a classificação será decidida nos pênaltis. Qualquer outro resultado garantirá a vaga ao Grêmio.
Números do site Sofascore.
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