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Vice-presidente da FIEMG cita desafios após Gerdau encerrar atividades em Divinópolis

Gerdau anuncia fim da produção de aço em Divinópolis

A FIEMG Regional Centro-Oeste emitiu uma nota sobre o fechamento da Gerdau em Divinópolis e manifestou preocupação. A entidade classificou a decisão como uma perda significativa para a economia local. Além disso, destacou os impactos sobre trabalhadores, famílias e empresas ligadas à cadeia produtiva.

O posicionamento é assinado pelo presidente da FIEMG Regional Centro-Oeste, Eduardo Soares. Portanto, no comunicado, ele relembra a trajetória industrial da unidade e considera o encerramento o fim de um ciclo importante para o desenvolvimento do município.

FIEMG destaca trajetória industrial da Gerdau em Divinópolis

A entidade lembra que a atividade industrial no endereço da unidade soma mais de 70 anos de história. Assim, esse período considera também as operações anteriores à chegada da Gerdau.

Ao longo dessas décadas, a indústria contribuiu para a geração de empregos, renda e oportunidades. Além disso, movimentou fornecedores e prestadores de serviços.

Concorrência internacional e Custo Brasil pressionam siderurgia

Além dos impactos locais, a FIEMG relaciona o fechamento a um cenário internacional desfavorável para a siderurgia brasileira. A entidade cita a crise prolongada do setor imobiliário chinês e a desaceleração da construção civil como fatores que reduziram a demanda interna por aço na China.

Com isso, segundo a nota, produtores chineses passaram a direcionar parte da produção excedente ao mercado internacional. Conseqüentemente, o aumento da oferta pressiona os preços e amplia a concorrência em países emergentes, incluindo o Brasil.

No cenário nacional, a FIEMG também aponta dificuldades relacionadas ao chamado Custo Brasil. Esse conjunto de fatores encarece a produção e reduz a competitividade da indústria brasileira.