A história de Aretuza em Divinópolis ganha um novo capítulo: a mulher trans natural de Perdigão inicia um tratamento com o apoio do vereador Matheus Dias e de amigos. O recomeço chega depois de uma trajetória marcada por preconceito, abandono e solidariedade entre pessoas que viveram realidades parecidas.
Ainda adolescente, Felipe vinha de Perdigão a Divinópolis, onde se vestia de transformista com amigos da mesma idade. Desde então, enfrentou anos de dificuldades. Por isso, a reportagem conta a trajetória dela com cuidado e explica por que o caso interessa a toda a cidade.
O que você precisa saber sobre a história de Aretuza em Divinópolis?
- Aretuza é natural de Perdigão e frequentava Divinópolis ainda adolescente.
- Ela inicia um tratamento com apoio do vereador Matheus Dias e de amigos.
- A trajetória ilustra a exclusão social enfrentada por pessoas trans.
- A reportagem não obteve detalhes sobre a modalidade e o local do tratamento.
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Quem é Aretuza e como a história dela começou em Perdigão?
Felipe nasceu em Perdigão, cidade vizinha a Divinópolis. Na adolescência, vinha com frequência à cidade maior e se reunia com amigos da mesma idade para se vestir de transformista. Na prática, esses encontros eram um espaço de expressão que a cidade natal não aceitava.
Segundo o relato apurado pela reportagem, a informação circulou entre moradores e chegou a Perdigão. Em seguida, Felipe foi esfaqueado e deixado na rua. Além disso, o caso mostra como o preconceito pode atingir adolescentes ainda sem apoio da família ou da comunidade.
Pessoas não identificadas trouxeram ele ao pronto-socorro de Divinópolis, onde ficou sem recursos e sem acompanhante. Nesse momento, travestis que trabalhavam nas proximidades compraram alimentos e remédios e cuidaram dela. Portanto, o primeiro acolhimento veio de quem conhecia, por experiência própria, o peso da exclusão.
Foi nesse período que surgiu Aretuza, nome pelo qual a mulher trans passou a viver. No início, ela tentou fazer a vida dar certo. Com o tempo, porém, após décadas de uso de drogas e uma rotina desorganizada agravaram as dificuldades. Ainda assim, restou amizades sinceras.
O que muda agora com o apoio do vereador Matheus Dias e dos amigos?
Aretuza, hoje com 35 anos de idade inicia uma nova fase com o apoio do vereador Matheus Dias e de amigos, que a acompanham e ajudaram a viabilizar o tratamento. Sobretudo, o início do cuidado representa uma oportunidade de reorganizar a vida com suporte.Inicialmente buscar essa uma vaga no Bento Meni junto ao executivo, já estava em tratamento no Sersam, mas de forma irregular por parte da própria paciente.
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Por que a trajetória de Aretuza fala sobre exclusão social?
Para quem acompanha o caso, Aretuza simboliza o que a sociedade faz com pessoas que se vestem de modo diferente do que é considerado normal. Segundo esse olhar, quem não se encaixa nos padrões costuma ser empurrado para a margem. Na prática, a história individual se conecta a um cenário nacional de violência contra pessoas trans.
O Dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) sobre 2025 registra 80 assassinatos de pessoas trans no Brasil, queda de 34% em relação aos 122 casos do ano anterior. No entanto, a entidade alerta que as tentativas de homicídio aumentaram e que a redução não indica, necessariamente, um cenário mais seguro.
Em Minas Gerais, o mesmo levantamento colocou o estado no topo do ranking de 2025, com 8 mortes e empatado com o Ceará, segundo o Estado de Minas. Por isso, iniciativas de acolhimento, como a que cerca Aretuza, ganham relevância. Ainda assim, os dados da ANTRA tratam do contexto nacional e não de um caso específico.
O que observar nos próximos passos do tratamento de Aretuza?
- A continuidade do apoio do vereador Matheus Dias e dos amigos.
- Novas informações sobre o atendimento, apenas com autorização de Aretuza.
- O papel da rede de acolhimento do município em histórias semelhantes.
Quem presencia ou sofre violação de direitos humanos, inclusive contra pessoas LGBTQIA+, pode acionar o Disque 100.












