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Influenciadora brasileira é reconhecida pela segunda vez como a mais bonita do mundo na categoria acima de 60 anos pela Playboy África do Sul

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Imagem: Divulgação

A criadora de conteúdo gaúcha Ivy Mena foi novamente eleita pela Playboy África do Sul como a influenciadora mais bonita na categoria de mulheres adultas acima de 60 anos, consolidando sua posição como uma das principais referências na valorização da beleza madura. A conquista, ocorrida pelo segundo ano consecutivo, reforça sua trajetória de destaque no mercado de conteúdo adulto voltado a mulheres nessa faixa etária, além de suscitar reflexões sobre o etarismo ainda presente nesse segmento.

Ao comentar sua recente conquista, Ivy Mena destacou que a vitória vai além do reconhecimento estético, representando uma mensagem de empoderamento para mulheres que atingem essa fase da vida. Ela ressaltou que, apesar do reconhecimento, ainda enfrenta barreiras relacionadas à produção de conteúdo após os 60 anos, especialmente no que diz respeito ao preconceito por idade, que ela aponta como uma realidade ainda mais severa para mulheres maduras. Segundo ela, o etarismo dentro do mercado de conteúdo adulto é uma realidade que persiste, e sua incidência se torna mais evidente quando se trata de mulheres de idade avançada.

Ivy relembrou que, ao ser eleita pela primeira vez, a conquista teve um significado que transcendeu a estética. Para ela, o reconhecimento ajudou a demonstrar que a sensualidade não desaparece com o passar dos anos. Ela acredita que muitas mulheres, ao atingirem os 60 anos, começam a acreditar erroneamente que a fase de sentir-se desejada e sensual acabou. Sua vitória, segundo Ivy, serve como um exemplo de que é possível manter a autoconfiança e a autoestima, independentemente da idade. “Quando fui eleita pela primeira vez, pensei justamente nisso: em quantas mulheres poderiam olhar para mim e perceber que não existe uma idade para deixar de se sentir desejada”, afirmou.

Sobre o etarismo na criação de conteúdo adulto, Ivy Mena afirmou que o preconceito ainda é forte, mesmo em um mercado que prega liberdade e sensualidade. Ela explica que a cobrança social e o julgamento se tornam ainda mais intensos quando uma mulher madura decide explorar sua sexualidade publicamente. Ivy destacou que, enquanto um homem de 50 ou 60 anos pode envelhecer, ficar grisalho e continuar sendo visto como atraente, a mulher muitas vezes enfrenta uma pressão para manter a juventude para ser considerada desejável. Ela reforça que, ao assumir sua idade e continuar se apresentando de forma sensual, muitas vezes causa estranhamento ou é alvo de comentários negativos.

Desde que passou dos 60 anos, Ivy Mena adotou uma postura diferente ao responder perguntas sobre sua idade. Ela revelou que deixou de contar os anos que tem, optando por responder apenas que está na faixa dos 60+. Para ela, a idade cronológica tem pouco peso diante do que ela sente e do modo como vive sua vida. Ivy acredita que o mais importante é a sensação de bem-estar, a autoestima e a vontade de se cuidar, de se sentir bonita e desejada. Para ela, não há uma data definida para deixar de ser quem é, pois a essência de sua identidade não está atrelada ao número de anos que completou. Essa postura reflete sua visão de que a autoconfiança e o cuidado consigo mesma são elementos essenciais para uma vida plena, independentemente da idade.