Finanças: FII MXRF11: Entenda a decisão definitiva da CVM - Portal MPA

Publicidade

Finanças: FII MXRF11: Entenda a decisão definitiva da CVM

Postado em 19/05/2022 10:00

Nord Insider

Nesta quarta-feira,18, o pré-mercado de Nova York abre em queda com os investidores repercutindo os comentários considerados mais hawkish (duros com relação à inflação) do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

Na agenda econômica, os investidores ficarão atentos ao vencimento de opções sobre o Ibovespa, às 17h. Nos Estados Unidos, será divulgada a variação de estoques de petróleo semanal, às 11h, e acontece o leilão primário de Treasuries de 20 anos, às 14h.

Principais assuntos de hoje:

  • FII MXRF11: Entenda a decisão definitiva da CVM;
  • Nubank registra prejuízo no 1T22;
  • Opinião: Warren Buffett compra ações do Citi;
  • É hora de comprar Ambipar;
  • Fim do ciclo de alta da Selic?
  • Após Dynamo, Atmos reabre para captação.

Distribuição de dividendos do Maxi Renda (MXRF11) é regular, decide CVM

O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu por unanimidade na terça-feira, dia 17, reconhecer a regularidade do tratamento contábil dado à distribuição de proventos pelo FII Maxi Renda (MXRF11).

[Fonte: Ata da CVM e Fato Relevante do FII MXRF11]

Na ata da reunião, o colegiado informa que o tratamento contábil na distribuição de lucro caixa excedente em prejuízos ou lucros acumulados, e não como amortização de cotas integralizadas, tem caráter legal, prevalecendo dessa forma o que já foi estabelecido na lei 8.668/93, no seu artigo 10º, parágrafo único, em que o “fundo deverá distribuir a seus quotistas, no mínimo, noventa e cinco por cento dos lucros auferidos, apurados segundo o regime de caixa, com base em balanço ou balancete semestral encerrado em 30 de junho e 31 de dezembro de cada ano”.

O que muda para os investidores de FIIs?

De acordo com o especialista em FIIs, Marx Gonçalves, embora a decisão não deva servir de gatilho para grandes mudanças de precificação nos FIIs, que seguem de modo geral negociando com descontos relevantes, ela certamente será bem recebida pelo mercado, já que essa era uma incerteza que vinha pairando no ar desde janeiro.

Melhorias na transparência da indústria

Nosso analista destaca ainda que a CVM também se mostrou preocupada com a necessidade de maior transparência aos investidores em casos em que há distribuição de lucro caixa em excesso em relação ao lucro contábil do período.

Nesse sentido, a autarquia está avaliando a implementação de algumas exigências para uma melhor padronização informacional sobre o tema.  

Além de legítima, essa demanda por mais clareza sobre essa questão tende a melhorar ainda mais a transparência desse mercado, gerando benefícios principalmente aos investidores.

Relembre o caso Maxi Renda (MXRF11)

Na terça, dia 17, o colegiado da CVM reverteu a sua decisão anterior do caso envolvendo o MXRF, a qual previa que o Fundo realizasse distribuições de rendimentos desde que limitadas ao lucro contábil do exercício ou acumulado, sendo que distribuições superiores a esse valor deveriam ser feitas no formato de amortização.

Como sabemos, aquela controversa decisão havia sido fortemente contestada pelo mercado por gerar um precedente capaz de afetar diretamente o atual regime de distribuição da indústria de fundos imobiliários como um todo.

Mas agora tudo isso é passado…

Com a nova decisão do colegiado, prevalece o regime de distribuição que já vinha sendo adotado pelo mercado conforme estabelecido na lei 8.668/93, de modo que tudo segue como está.


Nubank (NUBR33) tem prejuízo no 1º trimestre e alta na inadimplência

Os investidores ficaram confusos com a manchete de dois dos principais jornais de notícias do País após o resultado do Nubank divulgado no início da noite de segunda-feira, dia 16.

De um lado, o editor otimista: “Nubank registra lucro de 10,1 milhões de dólares no 1º trimestre, o mais forte de sua história, diz fundador”. Do outro, o pessimista: “Nubank tem prejuízo de 45 milhões de dólares e vê inadimplência crescer no 1º trimestre”.

Afinal, quem está certo?

Segundo a analista da Nord Research, Danielle Lopes, o Nubank (NUBR33) registrou um prejuízo menor no 1T22, mas por outro lado, a retirada de eventos não recorrentes para obter um lucro ajustado não traz o real crescimento para o negócio por ser um valor extremamente baixo e que não deve ser considerado como um grande acerto da companhia.

A base de clientes do banco digital alcançou 59,6 milhões, com a conquista de 5,7 milhões no primeiro trimestre, em um crescimento de +60,7 por cento na comparação anual.

Destaca-se o aumento de clientes ativos no site (consumindo produtos e cartões de crédito, pré-pago e Ultravioleta), por isso a receita teve alta anual de +258 por cento.

Contudo, desde o começo, o Nubank opera com prejuízo — embora tenha colocado um lucro líquido ajustado, descontando alguns eventos não recorrentes, seria de 11,9 milhões de dólares, o que consideramos muito baixo e pouco significativo.

No resultado não ajustado, a fintech teve prejuízo líquido de 45,1 milhões de dólares, número abaixo dos 54,4 milhões de dólares registrados no mesmo período do ano passado.

A receita mensal por cliente ativo cresceu +91 por cento, o que é esperado dado o tamanho da sua base (59,6 milhões de clientes), mas, por outro lado, a receita média mensal por cliente ficou em 6,7 dólares (muito pouco).

Outro ponto de atenção é o índice de inadimplência do banco digital, que cresceu 0,7 ponto percentual desde dezembro do ano passado por conta de empréstimos pessoais em maior escala. A nosso ver, os atrasos de pagamentos devem continuar aumentando até o fim deste ano.

Contudo, o mercado gostou do resultado (veio acima das expectativas), mas continuamos céticos em relação aos números diante da enorme base de clientes e a lentidão para monetizá-los.

Nossa analista destaca ainda que, na terça-feira, dia 17, terminou o lock-up (período em que os investidores ficam impedidos de vender as ações) dos papéis do Nubank e, segundo o CEO, os acionistas não manifestaram intenção de vendê-los. Essa liberação só vale para fundadores e acionistas pré-IPO. Caso ocorram vendas, acreditamos que o movimento pode prejudicar ainda mais os acionistas pessoa física.

Com o cenário ainda incerto de juros e inflação, acreditamos que o banco digital não deverá conseguir crescer muito sem tentar alguma aquisição mais arriscada para o negócio. Dito isso, reiteramos nossa recomendação para ficar de fora das ações do Nubank.

Postado originalmente por: Nord Research