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Blog do Leo Lasmar – Atlético aprende que 1 a 0 não é suficiente.

Postado em 22/06/2021 11:46

O Atlético teve a trave acertada, mas também balançou o travessão. Sofreu na defesa, mas criou no ataque. Sofreu um gol de empate em cobrança de pênalti e teve lance polêmico com Hulk derrubado na área e nada marcado. No peso dos fatores, o empate entre Atlético e Chapecoense apresenta equilíbrio. Mas não dá pra fugir do óbvio: somar apenas um ponto em casa, contra uma equipe de outras pretensões, é ruim.

Mais além do placar, em si, o que se viu de negativo do Atlético foi uma atuação defensiva bem diferente dos outros jogos. O Galo dançou com o perigo em boa parte do jogo.

Se o Inter, na rodada passada, também perdeu gols incríveis – com o time de Cuca em proposta reativa – a Chape foi além. Protagonizou, ao menos, um lance bizarro no primeiro tempo. Ravanelli tinha o gol escancarado em cruzamento rasteiro. Era só empurrar. Mas a bola bateu em Anselmo Ramon, caído e impedido.

Quando a Chape estava mais próxima do primeiro gol do jogo, o Galo abriu o placar em belo chute de Tchê Tchê, que daria tranquilidade. Mas a defesa alvinegra seguiu sofrendo, e as tentativas de ataque do time da casa sofreram com finalizações tortas.

O jogo cansou de apresentar sinais de alerta para o Galo. Logo nos primeiros segundos, Réver falhou e, assim como Thiago Galhardo na semana passada, Fernandinho tentou driblar Everson. Desta vez, não foi Arana, mas o próprio goleiro que salvou.

No segundo tempo, bola na trave do arqueiro, e o Atlético não conseguiu dominar as ações. Abriu o placar com Tchê Tchê, acertou o travessão com Hulk, que também obrigou o goleiro João a fazer grande defesa. Mas faltou proteção, ocupar os espaços no meio de campo para estancar as escapadas rápidas da equipe de Jair Ventura.

A Chape pressionou, achou oportunidades e, quando estava perto de carimbar mais um grande partida, o volante Allan cometeu pênalti, assinalado com a ajuda do VAR. Ravanelli, que havia errado incrível gol, empatou.

Em 2020, o Atlético foi o melhor mandante do Brasileiro, com 46 pontos conquistados em 57 possíveis (deixou 11 para trás). Em nove disputados no Mineirão, em 2021, somou quatro.

A reação do Atlético foi de ocupar o ataque e tentar jogadas das pontas. Novamente, Hulk se sobressai pela força física e criação de chances. Fez uma boa jogada individual, mas finalizou mal de direita. Faltaram opções no banco de reservas. Cuca ficou sem 13 jogadores, sendo cinco contaminados por Covid-19. Perdeu Nacho, o pensador, e Nathan, seu substituto na criação. Também não tinha Marrony para ter velocidade na etapa final.

Neste ponto, vale uma citação. A cena após o jogo, de Keno isolado no banco de reservas, em clima melancólico, desperta atenção. Protagonista na temporada passada, ele ainda precisa voltar a fazer grandes atuações. Tem futebol para isso, quase fez um belo gol, e precisa recuperar a confiança.

Por Fred Ribeiro – GE