A culpa torna o individuo indefeso e sem ação e os pais no desamparo.

Postado em 13/05/2019 16:38

O estatuto da criança e do adolescente hoje nos impede de fazer muita coisa, inclusive dar punição a jovens infratores e viciados, pois designa muitos direitos sem cobrar os deveres inerentes.

Palavra desagradável até de se pronunciar.

Tem dois defeitos: Ou carregamos conosco e passamos a sentir peso nos ombros. Ou tentamos jogá-la para cima de alguém. Desta maneira fica extremamente difícil levarmos adiante nosso processo de mudança e termos qualidade de vida. E quando se torna a grande desculpa para não fazer nada. Ela imobiliza, pois está no passado, ligada a algo que foi feito ou deixou de sê-lo. Como não podemos atuar no passado se torna fonte de permanente desesperança.

 Para que ela exista é necessário:

-Que eu tenha plena consciência (no momento, não depois) do erro e das suas consequências;

-Que eu, livremente, queira fazê-lo; e,

-Que o faça.

Diante destes três requisitos, é ou não é difícil ter culpa?

Suponhamos que diante de um fato se possa estabelecer a culpa de alguém. O que se faz com essa informação? De que ela me serve? Normalmente para acusar e assim aliviar a nossa responsabilidade. Diante de um fato posso não ter culpa, mas, seguramente, tenho responsabilidade. Culpa leva ao imobilismo, responsabilidade chama à ação.

A busca da culpa ou de culpados nos alça a posição de juízes. Quem pode ser juiz do outro?

Perdoar! Quem não perdoa é prisioneiro do passado, é uma múmia sem futuro. Perdoar é dar oportunidade a si mesmo, ao outro e aos mundos espirituais. O mais difícil perdão a ser dado é aquele que precisamos dar a nós mesmos (não confundir perdão com desculpa). Devemos estar sempre compromissados a condenar os atos “piores”, mas nunca os autores.

 A prática do jogo da culpa: PERSEGUIDOR— LIBERTADOR— VÍTIMA.

Perseguidor: vilão da história, é a pessoa que causa mal aos outros, é o culpado por tudo de ruim, a fonte dos problemas. (Aquele que enfrenta o problema)

Libertador: é o salvador, aquele ou aquilo que vai resolver milagrosamente os problemas; (pai, mãe ou aquele que protege).

Vítima; é o coitado, perseguido, injustiçado. É provavelmente a posição mais fácil de assumir (a pessoa que usa ou adicto).

É importante não entrar neste círculo, pois quando entramos nele fica difícil de sair, e sempre temos condição de entrar em qualquer posição do círculo e aí não temos condição de resolver o problema.

Sabemos que não podemos assumir as responsabilidades dos outros, cada um deve assumir os seus erros e tentar repará-los.

“Saímos da escravidão provocada pela culpa, deixamos de serem reféns das escolhas dos outros, dependente do dependente”. Transformamos a energia negativa da culpa em energia positiva para a ação transformadora; sentimos confiança, pois essa ação irá trazer resultados.

“Nosso entusiasmo mobilizado por vermos no grupo uma alternativa para a culpa permite que reafirmemos nosso amor de modo novo, sem que para amar tenhamos de assumir as consequências desastrosas das escolhas insensatas”.

Culpado é aquele que comete assassinato, roubo, furtos, omissão, este sim pode ser penalizado não nós pais, pelo fato de nossos filhos serem adictos, ou terem desvios de comportamento.

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