A final da Copa América 2024 está quase chegando. Até agora, os Estados Unidos da América sediaram um torneio fantástico, repleto de torcedores apaixonados, disputas acirradas e gols excelentes. Foi uma amostra brilhante de parte da ação que os fãs do futebol internacional podem esperar na Copa do Mundo de 2026, com os Estados Unidos sendo uma das três nações anfitriãs pela primeira vez na história.
O México também sediará a Copa do Mundo ao lado do Canadá, que desafiou as probabilidades ao chegar às semifinais da Copa América pela primeira vez contra a Argentina, a atual campeão da Copa América.
Já se passaram três anos desde que Lionel Messi finalmente ergueu o primeiro troféu internacional da Argentina em 28 anos – um catalisador para suas façanhas na Copa do Mundo de 2022, quando venceram a França nos pênaltis no Catar.
De fato, aquela equipe argentina conseguiu acabar com a longa seca de troféus internacionais. À medida que nos aproximamos da final da Copa América de 2024, relembramos a equipe que provocou grandes comemorações em toda a Argentina, com os torcedores inundando as ruas para celebrar o tão esperado triunfo. Continue lendo para refletirmos sobre o triunfo da Albiceleste em 2021 no Brasil.
Lutas antes do torneio
Antes da Copa América de 2021, a Argentina estava sobrecarregada de expectativas e decepções do passado. A equipe sofreu duas derrotas consecutivas na disputa de pênaltis para o Chile nas finais da Copa América de 2015 e 2016.
A falha de Messi na última, também no MetLife Stadium, em Nova Jersey, fez com que ele inicialmente se aposentasse do futebol internacional antes do início do movimento da mídia social – definido por uma única frase: “No te vayas, Leo”. Não vá embora, Messi.
Para aumentar a pressão, um desempenho desanimador na Copa do Mundo de 2018 fez com que a Argentina fosse eliminada nas oitavas de final, levando à nomeação de Lionel Scaloni.
Fase de grupos
A campanha da Argentina começou com uma fase de grupos desafiadora – Scaloni optou por escolher jogadores mais jovens em sua equipe. A partida de abertura contra o Chile terminou empatada em 1 a 1, com o sublime gol de falta de Messi, que foi o principal destaque do torneio.
A Albiceleste garantiu vitórias por 1 a 0 sobre o Uruguai e a Bolívia, onde Messi brilhou com dois gols e uma assistência. Essas atuações demonstraram a confiança e a coesão crescentes da Argentina, que ficou em primeiro lugar em seu grupo.
Rodadas eliminatórias
Aqueles que aposta na Copa América sabem como as rodadas eliminatórias podem ser imprevisíveis, especialmente quando se vai direto dos grupos para as quartas de final, onde não há margem para erros.
Nas quartas de final, a Argentina enfrentou o Equador. Uma vitória dominante por 3 a 0, com gols de Rodrigo De Paul, Lautaro Martínez e uma cobrança de falta espetacular de Messi, mostrou a proeza do ataque argentino.
A semifinal contra a Colômbia foi mais acirrada. Lautaro Martínez – o artilheiro da Copa América 2024 até o momento – deu à Argentina uma vantagem inicial, mas a Colômbia empatou no segundo tempo.
A partida foi para os pênaltis, onde o goleiro Emiliano Martínez se tornou o herói, defendendo três cobranças de pênaltis para garantir a vitória por 3 a 2 na disputa de pênaltis e uma vaga no Maracanã.
Uma final espetacular
A Argentina enfrentou o Brasil na final no Maracanã, no Rio de Janeiro, um local repleto de história, especialmente por ter sido o estádio onde a Argentina perdeu por 1 a 0 para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014.
Vencedor do torneio em 2021, o Brasil era mais uma vez favorito, mas a resiliência defensiva e o perigoso contra-ataque da Argentina foram mostrados na vitória por 1 a 0 sobre a Seleção.
Ángel Di María marcou o gol decisivo aos 22 minutos do segundo tempo, fazendo um lobby delicado para Alisson Becker depois de aproveitar um erro dos zagueiros brasileiros Renan Lodi e Danilo, que mantiveram o atacante do Paris Saint Germain em impedimento.
Depois de se esforçar e manter o Brasil afastado por mais 70 minutos, o apito final soou e a multidão, embora restrita devido à pandemia, explodiu quando Messi finalmente colocou as mãos no troféu.
“A felicidade é imensa”, disse ele. “Muitas vezes sonhei com isso. Eu tinha muita confiança neste grupo que se tornou muito forte desde a última Copa América. É um grupo de pessoas muito boas, que sempre se esforçam, que nunca reclamam de nada.”












