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Uma pessoa pode morrer de calor?

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O calor extremo que atinge o hemisfério norte tem causado não apenas incêndios florestais, mas também riscos à saúde humana. Entenda como o corpo reage às altas temperaturas e como se proteger.

Nosso corpo tem uma temperatura média de 37°C, que pode variar um pouco sem problemas. Mas quando o ambiente fica muito quente, nosso sistema de termorregulação precisa trabalhar mais para nos manter nessa faixa.

Um dos mecanismos que usamos para perder calor é o suor. Quando suamos, o líquido evapora da pele e nos refresca. Mas isso também faz com que o sangue seja desviado de órgãos importantes, como rins, fígado e intestinos. Se eles não recebem sangue suficiente, podem parar de funcionar por falta de oxigênio.

Além disso, se o suor não for suficiente para baixar a temperatura interna do corpo, podemos sofrer uma insolação. Isso significa que o cérebro está superaquecido e começa a apresentar sintomas como dor de cabeça, tontura e confusão. Em casos mais graves, o cérebro pode inchar e sangrar, levando à perda de consciência ou até à morte.

Algumas pessoas são mais vulneráveis ao calor do que outras, como bebês e idosos. Eles podem não ter acesso a locais frescos ou ar-condicionado, ou podem não perceber os sinais de desidratação. Por isso, é importante cuidar deles e verificar se estão bem.

Para evitar os danos do calor extremo, siga estas recomendações:

Fique em locais com ar-condicionado ou ventiladores. Beba bastante água e evite bebidas alcoólicas ou cafeinadas. Não se exponha ao sol nas horas mais quentes do dia e use chapéu e protetor solar. Diminua a intensidade dos exercícios físicos e use roupas leves. Se sentir algum sintoma grave relacionado ao calor, procure ajuda médica imediatamente.

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