Por Oliveira Lima
Seleção Brasileira está no lado B da tabela da fase final desta Copa do Mundo. Na chamada parte de cima da composição dos confrontos à vista estão duas pedreiras e um clássico mundial. Na chamada parte baixa está outro clássico. Caminhos tortuosos até final dia 19 de julho em New Jersey. Agora são cinco jogos de mata, sem volta, até levantar a Taça da FIFA. Lembrando que em caso de empate será necessária a prorrogação e, se o caso, os penais.
As duas pedreiras são as seleções intermediárias: Japão, nesta fase de 16º avos de final e, se passar, nas 4ªs, possivelmente , a Noruega. Seleção Japonesa está pronta faz tempo, num trabalho que já dura 8 anos do técnico Hajime Moriyasu. O Brasil de Carlo Ancelotti está apenas há 15 jogos sob seu comando e pela primeira vez irá repetir o onze titular inicial. Ancelotti está há um ano à frente da mais famosa seleção do mundo. O histórico favorece ao Brasil, com 14 confrontos, 11 vitórias, 2 empates e uma única derrota, a última partida entre ambos, em outubro do ano passado no Morumbi, num amistoso vencido de virada pelos japoneses por 3×2, e o Brasil iniciando a Era Ancelotti.
Chegando às oitavas adversário será quem passar de Noruega e Costa do Marfim, com os europeus levando o favoritismo. Noruega é pedreira, pois é a única seleção do mundo que nunca perdeu para o Brasil: 4 jogos, sendo um pela Copa de 1998 (Noruega 2×1). Duas vitórias da Noruega e dois empates. Passando dessas duas pedreiras, Brasil chegaria às quarta-de-final, provavelmente contra a Inglaterra, e uma semifinal diante da Argentina. Seriam dois clássicos de arrepiar: um clássico europeu contra o inventores do futebol e um clássico sul-americano, contra o seu maior rival.
Se passar por duas pedreiras e dois clássicos mundiais, Seleção Brasileira faria a final contra o lado pesado da tabela: Alemanha, França, Holanda, Espanha ou Portugal. Claro que desta lista de prováveis finalistas, se destaca a França, hoje a melhor seleção do mundo, e favorita à Copa do Mundo. Em suma: para levantar a tão sonhada Taça do Hexa, será preciso vencer esses cinco jogos, todos eliminatórios, nem que seja nos pênaltis. Aliás a quebra do jejum de 24 anos foi nos penais em 1994, nos Estados Unidos e o atual jejum já dura 24 anos e a Copa deste 2026 é nos Estados Unidos.
O post O Caminho do Hexa: duas pedreiras e dois clássicos até a final apareceu primeiro em BH 24 Horas.












