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Dolly Parton falece aos 80 anos e deixa mensagem sobre descanso em cama de algodão

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Imagem: REUTERS/Anna Gordon

A cantora e compositora americana Dolly Parton faleceu nesta quarta-feira aos 80 anos, conforme anunciou seu sobrinho Bryan Sever. Em sua homenagem, Sever revelou que a artista, após uma longa carreira marcada por figurinos extravagantes e uso de pedras de strass pesadas, pediu para descansar em uma “linda cama de algodão macio”, simbolizando seu desejo de conforto após anos de uso de figurinos carregados de pedrarias e joias.

Bryan Sever, que atuou como chefe de segurança de Dolly por mais de duas décadas, divulgou uma mensagem emocionada sobre a morte da tia, destacando o impacto de sua trajetória e o legado que deixa. Segundo Sever, Dolly entrou em contato com ele pouco antes de sua morte, expressando o desejo de descansar de forma confortável, uma reflexão simbólica de sua preferência por looks vistosos e brilhantes ao longo de sua carreira. A artista se destacou por criar uma estética maximalista, marcada por figurinos decorados com strass, pedrarias e joias, que se tornaram sua marca registrada nos palcos. Apesar de opiniões contrárias de executivos de sua gravadora, que a compararam a uma prostituta devido à sua aparência exuberante, Dolly manteve sua estética com orgulho, consolidando sua identidade visual.

A coleção de figurinos de Dolly Parton era vasta, abrangendo aproximadamente 4.600 metros quadrados de roupas adornadas com brilhos. Ela possuía ainda mais de 350 perucas — uma para quase todos os dias do ano — além de mais de 2.000 pares de sapatos. Sua relação com os figurinos era tão significativa que ela escreveu uma autobiografia intitulada “Behind the Seams: My Life in Rhinestones” (em português, “Por Trás da Costura: Minha Vida em Pedras de Strass”). Dolly frequentemente brincava com a ideia de que seus figurinos “baratos” eram uma forma de parecer acessível, mesmo usando materiais que muitas vezes não eram de pedras preciosas verdadeiras, afirmando com humor: “É muito caro parecer tão barata”.

A morte de Dolly Parton foi confirmada por seu sobrinho, que também destacou o impacto de sua trajetória na música e na cultura popular. Sever descreveu Dolly como alguém que “abriu portas” não apenas para sua família, mas para várias gerações de artistas, incluindo cantores, compositores, músicos e sonhadores de diferentes origens e nacionalidades. Ele ressaltou que ela foi uma inspiração, sempre acreditando que tudo era possível, e que suas ações mudaram a história do entretenimento.

Nos últimos anos, Dolly enfrentou problemas de saúde. Em setembro de 2025, ela anunciou que não poderia realizar uma série de seis shows programados para dezembro daquele ano em Las Vegas, indicando dificuldades de saúde que impactaram sua rotina de apresentações. Sua morte marca o fim de uma era para a música country e para os fãs que admiraram sua personalidade única, seu talento e seu estilo inconfundível. A artista deixa um legado de criatividade, inovação e coragem, consolidado por uma trajetória marcada por brilho, autenticidade e uma busca constante por conforto e autenticidade.