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China realiza pouso de foguete reutilizável com tecnologia de pouso retrátil em terra firme

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Na manhã desta quarta-feira, 19 de agosto, a China efetuou um avanço significativo na tecnologia espacial ao lançar o primeiro foguete reutilizável que realizou um pouso “de ré” com uso de pouso retrátil em solo terrestre. A decolagem do foguete Zhuque-3 ocorreu às 7h35, horário de Pequim, conforme informações divulgadas pela agência estatal de notícias Xinhua. Este feito marca uma etapa importante na estratégia do país para ampliar sua capacidade de exploração espacial, ao mesmo tempo em que demonstra avanços tecnológicos na reutilização de componentes de lançadores.

O lançamento do Zhuque-3 representa uma inovação ao incorporar, pela primeira vez, pernas de pouso retráteis ao seu sistema de aterrissagem. Essas estruturas são componentes dobráveis que permanecem presas à base do primeiro estágio do foguete durante a fase de ascensão, reduzindo assim a resistência do ar enquanto o veículo sobe. Antes da aterrissagem, as pernas se abrem, permitindo um pouso vertical controlado e suave. Essa tecnologia de pouso retrátil é considerada uma evolução importante, pois possibilita a recuperação e reutilização de partes do foguete, o que pode diminuir custos e aumentar a frequência de lançamentos.

O Zhuque-3 foi desenvolvido pela LandSpace, uma empresa aeroespacial comercial chinesa que vem ganhando destaque no cenário de tecnologia espacial do país. Considerado um foguete de nova geração, ele é movido a oxigênio líquido e metano, uma combinação que oferece vantagens como menor custo operacional e maior eficiência, além de possibilitar uma maior cadência de lançamentos. Sua estrutura conta com um núcleo único, medindo 66,1 metros de comprimento, fabricado em aço inoxidável, material que garante resistência e leveza. A configuração do foguete também foi projetada para manter o centro de gravidade equilibrado durante toda a missão, contribuindo para a estabilidade durante o voo.

No procedimento de lançamento, o Zhuque-3 atingiu o espaço e, aproximadamente seis minutos após a decolagem, seu primeiro estágio retornou ao solo, pousando com precisão e suavidade, conforme o planejado. Enquanto isso, o segundo estágio continuou sua trajetória, levando o satélite Honghu-03 até a órbita predefinida. Este satélite, de acordo com informações oficiais, faz parte de uma missão de observação ou comunicação, embora detalhes adicionais não tenham sido divulgados.

Este evento ressalta o esforço da China em consolidar sua presença no setor espacial com tecnologia de ponta, alinhando-se às tendências globais de reutilização de foguetes. A adoção de pernas retráteis e o sucesso no pouso vertical reforçam o compromisso do país com o desenvolvimento de sistemas mais econômicos, sustentáveis e eficientes para futuras missões espaciais. A experiência adquirida com o Zhuque-3 deve abrir caminho para novas aplicações e melhorias na infraestrutura de lançamento chinesa, contribuindo para a competitividade do país no cenário internacional de exploração espacial.