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Um mês após atos em Brasília, advogada de divinopolitano preso avalia caso: “Extremo desrespeito às garantias constitucionais”

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Advogada Gabriela Dutra representa divinopolitano que está entre os presos. Foto: divulgação

No dia 08 de janeiro, a Capital Federal foi palco de uma manifestação marcada por atos de vandalismo. Um mês depois, 942 pessoas seguem em prisão preventiva, entre eles, 15 divinopolitanos. 

A advogada Gabriela Dutra defende um dos presos de Divinópolis. Ela conta que ele foi detido no dia seguinte as manifestações, em um acampamento, quando entrou voluntariamente em um ônibus. Ela não teve acesso à audiência de custódia.

“No dia que a audiência estava agendada o link não funcionou. Mais tarde, fiquei sabendo que ela ocorreu no dia 14 e ele foi acompanhado por um defensor público. Mas eu não tive acesso sequer à ata. Sei que ocorreu porque eles lançaram no sistema de execução penal um requerimento, já que meu cliente faz uso de medicamento controlado. É um extremo desrespeito ao ajuntamento dos direitos e garantias constitucionais”, afirmou.

Nesta terça-feira, 07, o Ministério Público pediu a revogação da prisão de quem não invadiu os prédios públicos. A advogada afirma o cliente faz uso de remédio controlado para depressão, e precisa de tratamento médico. Ela pediu a revogação da prisão preventiva: “ele não tem antecedente, tem residência fixa, tem trabalho lícito. Todo um histórico favorável para não atrapalhar o desenrolar do processo. O que em um procedimento comum ele teria plenas condições de responder em liberdade”.

 Para Gabriela o caso é atípico, mas falta razoabilidade em cumprir prazos. “Nós, advogados, estamos vendo na prática o que a gente pensou que ia ver só nos livros de direito constitucional: um tribunal de exceção. A Justiça está se portando de forma excepcional com esse caso”.     

Relembre o que foi feito pelo governo e o que já se sabe até agora.

Intervenção

Poucas horas após os atos , presidente Lula decretou uma intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal, que durou até o dia 31 de janeiro.

Além disso, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF a prisão do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e ex-ministro da Justiça no governo Bolsonaro, Anderson Torres. Ele estava de férias nos Estados Unidos no momento da invasão e foi preso no dia 13 de janeiro. Durante uma operação de busca e apreensão em sua casa, foi descoberta uma minuta de golpe após as eleições.

O governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha foi afastado do cargo.

Agentes de segurança

As investigações também apuram a omissão de agentes de segurança que estavam em operação no dia 8 de janeiro. Pelo menos 155 militares foram dispensados de postos do Gabinete de Segurança Institucional e também da Coordenação de Administração do Palácio do Alvorada. O comandante do Exército, general Júlio Cesar de Arruda, foi demitido.

Operação Lesa Pátria

A Polícia Federal deu início à operaçãoLesa Pátria. Já foram realizadas 5 fases para identificar pessoas que participaram dos atos antidemocráticos e promoveram dano generalizado contra os imóveis, móveis e objetos dos prédios públicos.

Prejuízo 

Além da estrutura dos prédios públicos e móveis, os participantes dos atos antidemocráticos também destruíram e vandalizaram obras de arte e peças raras. É o caso do relógio trazido Dom João 6º em 1808 e um painel de 3 metros de Di Cavalcanti.

O governo estima que o prejuízo será de mais de R$ 8 milhões só para recuperar as obras que estavam no Palácio do Planalto. Ainda há as obras que estavam no STF e no Congresso.

Governo divulgou um vídeo sobre um mês dos atos

O Palácio do Planalto divulgou um vídeo institucional para relembrar o primeiro mês após os atos antidemocráticos.

O material reúne imagens do circuito interno de segurança do dia 8 de janeiro, além de vídeos oficiais feitos pelo governo após a destruição e registros da reconstrução do prédio.

Operação Lesa Pátria

A Polícia Federal deu início à operaçãoLesa Pátria. Já foram realizadas 5 fases para identificar pessoas que participaram dos atos antidemocráticos e promoveram dano generalizado contra os imóveis, móveis e objetos dos prédios públicos.

Prejuízo dos atos antidemocráticos

Além da estrutura dos prédios públicos e móveis, os participantes dos atos antidemocráticos também destruíram e vandalizaram obras de arte e peças raras. É o caso do relógio trazido Dom João 6º em 1808 e um painel de 3 metros de Di Cavalcanti.

O governo estima que o prejuízo será de mais de R$ 8 milhões só para recuperar as obras que estavam no Palácio do Planalto. Ainda há as obras que estavam no STF e no Congresso.

Governo divulgou um vídeo sobre um mês dos atos

O Palácio do Planalto divulgou um vídeo institucional para relembrar o primeiro mês após os atos antidemocráticos.

O material reúne imagens do circuito interno de segurança do dia 8 de janeiro, além de vídeos oficiais feitos pelo governo após a destruição e registros da reconstrução do prédio.

 

https://www.sistemampa.com.br3/noticias/moraes-mantem-prisao-de-942-acusados-por-ataques-golpistas-187-sao-de-mg-e-veja-os-divinopolitanos-presos/

https://www.sistemampa.com.br3/tv-candides/exclusivo-advogado-que-representa-divinopolitana-presa-em-brasilia-explica-como-atua-a-defesa-dos-manifestantes/