A
sirene da rede ferroviária foi tombada como patrimônio imaterial de
Divinópolis. A sirene é o som que marca os horários das oficinas
desde 1916.
A
secretaria de cultura pediu o tombamento do apito devido à
simbologia encontrada no som, que celebra o trabalho na ferrovia,
sua ligação tão profunda com a história de Divinópolis e gera laços
de identidade, continuidade e aceitabilidade, reforçando a memória
coletiva do povo. Por ser acionada dez vezes ao dia e com precisão,
o toque da sirena das oficinas passou a ser ouvido como um relógio
sonoro por quase toda a cidade, presente no cotidiano dos
moradores.
O
prefeito conta que o reconhecimento é muito importante por se
tratar de um bem que faz parte da vida dos cidadãos. “A
sirene da rede, sempre foi presente e marcante na vida não só dos
divinopolitanos, mas de todos que escolheram nossa cidade para
construir suas vidas. Muitos, até hoje, têm o som como marcador de
momentos do dia. Resguardar essa manifestação é importante porque
ajuda a contar a história de Divinópolis”, ressalta
Galileu.
No
dia 25 de outubro de 1996, às 17h, a sirene foi silenciada, mas
após solicitação da comunidade, voltou a soar em 1º de setembro de
2000. Desde então, o apito pode ser ouvido dez vezes ao dia em
horários específicos. O som também ecoa de maneira constante por
alguns minutos todas as vezes que um antigo operário morre. “O
som que ressoa é memória. Todo morador da cidade já ouviu alguma
vez o apito ou tem algo para contar sobre ele. Precisamos dar valor
a estes atos singelos, porém que marcam, atravessam séculos e
continuam a fazer história”, declara Gustavo Mendes, Secretário de
Cultura.















