Há três pedidos de autorização para estudos clínicos no Brasil, ou seja, desenvolvedores que solicitaram autorização para testes da vacina em seres humanos no país, mas cujos processos ainda dependem de dados adicionais, entre elas a SpiN-TEC, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O secretário de Pesquisa e Formação Científica do MCTI, Marcelo Morales, classificou como “emblemático” o pedido de autorização protocolado pela UFMG na Anvisa. “Trata-se de um marco, pois eleva o país à condição de produtor de vacinas”, afirmou ele, destacando que há várias plataformas vacinais em testes no Brasil, como DNA, RNA e proteínas recombinantes – caso da SpiN-TEC.
Bastante versátil, a SpiN-TEC, de administração intramuscular em duas doses, é considerada fácil de ser produzida. A pesquisa que deu origem a ela baseou-se na modificação genética da bactéria E.coli, que recebeu pedaços do genoma do Sars-CoV-2 para que fosse possível produzir as proteínas S e N do coronavírus.
Após ser purificada, a “quimera” é injetada no corpo humano e induz à resposta imune. Por ter um método de produção mais simples, essa vacina poderia ser produzida no Brasil.
Medicamentos
A Anvisa autorizou mais de 100 estudos clínicos de medicamentos e vacinas contra a Covid-19, tanto de produtos inéditos como de produtos que já são autorizados para uso contra outras doenças. O andamento de cada pesquisa é de responsabilidade de cada laboratório patrocinador.
Como se tratam de substâncias ainda em fase de pesquisa, não é possível detalhar a forma de funcionamento e uso desses produtos, visto que a sua aplicação para o enfrentamento da Covid ainda não foi avaliada pela Agência.
a Anvisa aprovou o início do estudo clínico para avaliar a segurança e a eficácia do medicamento leronlimabe no tratamento de pacientes moderadamente enfermos com pneumonia causada pela Covid-19.















