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Minas confirma 8 crianças com síndrome ligada à Covid-19, uma delas é de Divinópolis

Postado em 27/08/2020 7:43

Pelo menos oito crianças foram diagnosticadas com a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) em Minas, sendo cinco delas em Belo Horizonte, 01 em Divinópolis, 01 em Uberlândia e 01 em Patos de Minas. A Secretaria de Estado de Saúde investiga outros oito casos suspeitos da síndrome ligada ao novo coronavírus que afeta menores de 14 anos.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas (SES-MG), enquanto a comunidade científica investe em pesquisas para desenvolver vacinas e tratamentos eficazes contra a covid-19, o monitoramento da doença levou à identificação da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) nas crianças que testaram positivo para SARS-CoV-2 ou tiveram contato com algum caso de covid-19.

Desde julho, a Secretaria de Estado de Saúde, em consonância com o Ministério da Saúde, determinou a notificação obrigatória de casos suspeitos da síndrome e vem acompanhando o agravo no estado, aguardando análise de exames para descartar ou confirmar a doença.

“O objetivo desta vigilância é reunir dados que permitam aprimorar o conhecimento sobre fatores de risco, fisiopatologia, quadro clínico e tratamento da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica”, fala a pediatra Flávia Cruzeiro, integrante do Centro de Informação Estratégica de Vigilância em Saúde (CIEVS-MG). O órgão, em conjunto com a área técnica da SES-MG responsável pelo acompanhamento dos quadros, emitiu a Nota Técnica contendo orientações aos serviços de saúde sobre a necessidade de notificação imediata de SIM-P, em prazo máximo de até 24 horas.

As crianças diagnosticadas com SIM-P podem evoluir de forma grave com insuficiência respiratória, doença renal aguda, insuficiência cardíaca aguda e também apresentar sintomas semelhantes à doença de Kawasaki, como febre, manchas vermelhas na pele, conjuntivite, edema de pés e mãos. No entanto, sintomas respiratórios não são encontrados em todos os casos. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) chamam atenção para a importância de detecção precoce da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica e o correto manejo do paciente.

A notificação deverá ser realizada, preferencialmente, pelo serviço de saúde responsável pela hospitalização do caso, por meio de formulário individual: https://is.gd./simpcovid. Na impossibilidade do preenchimento on line do documento, o mesmo deverá ser impresso, preenchido e enviado à vigilância epidemiológica da região ou da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de referência. Informações sobre exames, investigação clínico laboratorial, acompanhamento e encerramento do caso deverão ser repassados ao serviço de vigilância locais e não apenas o registro da notificação.

Para potencializar a notificação, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) recomenda às autoridades de saúde locais a busca periódica e ativa de indivíduos hospitalizados que preencham a definição clínica para a doença. E oferece suporte às unidades regionais de saúde para identificação de critérios clínicos, epidemiológicos e fluxos de notificação. “Exames complementares para identificar atividade inflamatória são importantes para o diagnóstico da Síndrome. Assim como a hemocultura, para descartar casos de sepse bacteriana”, avalia Flávia.

Embora ainda não haja um protocolo validado pelo Ministério da Saúde, o tratamento da SIM-P prevê a aplicação de medicamentos com imunoglobulina endovenosa (IGEV), corticoides, imunumoduladores e anticoagulantes.
Até o fechamento desta edição, 16 casos foram notificados, sendo oito confirmados; destes, seis receberam alta e dois permanecem internados. Não há óbitos por SIM-P no estado.

Faixa etária:

Distribuição de casos confirmados:

 

Com informações Secretaria de Estado de Saúde de Minas

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