O vereador Eduardo Cezar Lobato Fonseca, foi preso por agredir uma mulher na última segunda-feira (6), em Leandro Ferreira. A prisão preventiva do acusado foi decretada pela Justiça após audiência de custódia realizada na tarde de terça (7).
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Eduardo está no Presídio de Nova Serrana. Ele responde pelos crimes de lesão corporal qualificada, perseguição, ameaça, importunação sexual e injúria. O processo corre em sigilo.
O parlamentar está em seu segundo mandato. Em 2020, ele foi eleito pela primeira vez com 89 votos, concorrendo pelo PSDB. Já no pleito de 2024, Eduardo se reelegeu com 136 votos pelo PL, sendo o quarto. vereador mais votado. Em ambas as oportunidades, ele disputou com o nome ‘Eduardo Genro do Juvenal’.
Em nota, a Câmara de Leandro Ferreira alega que se solidariza com a vítima e repudia qualquer tipo de violência. Conforme a legislação, medidas cabíveis serão adotadas.
“A Câmara Municipal de Leandro
Ferreira informa que tomou conhecimento dos fatos envolvendo um
vereador desta Casa. Reforçamos que repudiamos qualquer tipo de
violência, especialmente contra a mulher, e nos solidarizamos com a
vítima.
O caso está sendo apurado pelas autoridades competentes. No âmbito
da Câmara, as medidas cabíveis serão adotadas, conforme a
legislação e o Regimento Interno.
A Câmara reafirma seu compromisso com o respeito, a ética e a
responsabilidade com a população“, diz.
Relembre crime cometido por vereador de Leandro Ferreira
A Polícia Militar foi acionada após denúncias de que o vereador teria atingido uma mulher com uma garrafa de vidro, provocando um corte na região da cabeça. A vítima precisou de atendimento médico.
Segundo o B.O, o caso aconteceu em um restaurante, onde a mulher estava acompanhada de amigas. Testemunhas informaram que o vereador, que também consumia bebida alcoólica, se aproximou do grupo e iniciou abordagens insistentes. Após ser ignorado, ele teria passado a ofender e ameaçar as mulheres.
Ainda conforme o documento, o parlamentar teria chamado as vítimas de “vagabundas” e feito ameaças, dizendo que “esse tipo de mulher tem que morrer”. Em seguida, ele teria arremessado uma garrafa em direção à vítima, atingindo sua cabeça.
O processo também aponta um possível histórico de assédio e perseguição. A mulher relatou que vinha sendo importunada há meses, com envio de mensagens frequentes e tentativas de aproximação, o que teria causado medo e constrangimento.
Testemunhas ouvidas pela polícia confirmaram a versão apresentada pela vítima e relataram que o vereador apresentava sinais de embriaguez e comportamento alterado no momento da ocorrência.
A defesa do vereador foi procurada, e o espaço segue aberto para manifestação.














