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Justiça converte prisão de vereador para preventiva após agressão a mulher em Leandro Ferreira

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A Justiça determinou a conversão da prisão em flagrante do vereador Eduardo Cezar Lobato Fonseca (PL) em prisão preventiva após o caso de agressão registrado na noite de segunda-feira (6), em um restaurante de Leandro Ferreira. A decisão mantém o parlamentar detido por tempo indeterminado durante o andamento do processo.

O caso foi atendido pela Polícia Militar de Minas Gerais e investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, que registraram uma série de crimes, incluindo lesão corporal qualificada por violência de gênero, perseguição, ameaça, injúria e importunação sexual.

De acordo com o registro policial, o vereador teria feito investidas insistentes contra mulheres que estavam no local. Após recusa, passou a proferir xingamentos e ameaças. Mesmo com a tentativa das vítimas de se afastarem, ele teria continuado a perseguição, tocado uma das mulheres sem consentimento e, em seguida, atingido a cabeça de Maria Eduarda com uma garrafa de vidro, causando um corte.

Testemunhas ainda afirmaram que, após a agressão, o vereador teria reforçado ameaças, alegando que não sofreria consequências por ocupar cargo público. A vítima relatou à polícia que vinha sendo perseguida pelo suspeito há cerca de dois meses.

Durante o interrogatório, o parlamentar negou todas as acusações e afirmou ter sido vítima de agressão.

Decisão judicial endurece o caso

Na audiência de custódia, a Justiça acatou o parecer do Ministério Público e decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva, determinando a manutenção do vereador no sistema prisional enquanto o caso é apurado. A prisão preventiva é uma medida cautelar que visa garantir a ordem pública, evitar novas infrações e assegurar o andamento das investigações.