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Falsos analistas são presos após dar prejuízos de mais de R$ 100 milhões a investidores

Postado em 24/06/2021 8:32

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), deflagraram na manhã desta terça-feira, 22 de junho, em Florianópolis, Santa Catarina, a segunda fase da operação “Black Monday”. A ação contou com o apoio dos Ministérios Públicos de Santa Catarina e de Pernambuco, além das forças policiais locais.

Estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão, todos na capital catarinense, além de dois mandados de prisão temporária. Além disso, sete pessoas foram notificadas para serem ouvidas como investigadas. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos, principalmente, em dois escritórios que, de acordo com as investigações, atuavam na captação de vítimas das falsas corretoras Kiplar e Vlom por intermédio dos sites Lucro Inteligente e Central do Lucro.

Relembre o caso
Com início em maio de 2020, o MPMG, por meio da 8ª Promotoria de Justiça da Comarca de Pouso Alegre, apoiada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), investigou a prática dos crimes de organização criminosa, crimes contra a economia popular e as relações de consumo, além de lavagem de dinheiro.

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Conforme apurado, na busca por diversificação em investimentos financeiros, milhares de pessoas acessavam os sites Aprenda Investindo e Investing Brasil sendo elas direcionadas para falsos analistas. Estes diziam atuar em nome das corretoras VLOM e LBLV, as quais não detém autorização para funcionamento no Brasil. Ocorre que, em vez de direcionar os valores investidos pelas vítimas, os recursos captados eram desviados e convertidos em bitcoins. Posteriormente, já com os produtos dos crimes devidamente “lavados”, os investigados amealharam vultoso patrimônio.

No dia 25 de março de 2021, foi deflagrada a primeira fase da operação Black Monday, com o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva.

Ao todo, a operação ocorreu em 12 estados (MG, PE, PB, SP, SC, MA, RO, RS, RJ, GO, AL e BA), com a prisão de quatro pessoas; foram, ainda, localizados e arrecadados veículos de luxo, joias, imóveis, dinheiro e bitcoins, tudo em quantia estimada de R$ 15 milhões.

A fraude em questão causou mais de R$ 100 milhões de prejuízos em desfavor de pelo menos   mil e quinhentas vítimas.

Até o momento já foram oferecidas duas denúncias em desfavor de 21 pessoas, sendo que duas delas permanecem presas e duas cumprem medidas cautelares diversas da prisão.

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