Cirurgião-dentista da Polícia Civil distribui máscaras para colegas profissionais

Postado em 10/04/2020 6:02

Em um gesto de solidariedade, o cirurgião-dentista Rodrigo Caillaux, que atende no Hospital da Polícia Civil há mais de seis anos, resolveu usar os conhecimentos para ajudar no combate ao novo coronavírus.

 

O dentista começou a estudar sobre como produzir protetores faciais usados em consultórios odontológicos. Ele contou que a iniciativa surgiu após acompanhar diversos artigos produzidos por especialistas que apontavam que os cirurgiões-dentistas eram, dentre os profissionais de saúde, aqueles que mais estavam propensos a contrair o novo coronavírus. Nesses artigos, os órgãos reguladores orientavam que os profissionais passassem a utilizar o Protetor Facial ou “Face Shield” nos atendimentos. “Como houve uma procura considerável, passei a acompanhar o trabalho de alguns profissionais, nas redes sociais, que passaram a desenvolver os protetores faciais e entrei em contato com dois deles solicitando informações e possibilidades de doação para os funcionários do Hospital da Polícia Civil de Minas Gerais. Para a minha felicidade, uma dessas pessoas que eu havia procurado, meu professor de graduação na Universidade de Itaúna, Dr. Aloísio Borges Coelho, entrou em contato comigo explicando-me e orientando-me como a proteção era confeccionada”, revelou.

 

Com o arquivo digital em mãos e impressora 3D em funcionamento, Aloísio produziu centenas de protetores faciais que foram distribuídos por Rodrigo aos colegas do Hospital da Polícia Civil e também a diversos hospitais públicos de Belo Horizonte: “o Shield doado pelo Aloísio é mais um aliado de proteção, juntamente com outros equipamentos de proteção individuais”, endossou.

 

Os protetores faciais são feitos de um material resistente. As viseiras recebem folhas de acetato, que recobrem e protegem as faces dos profissionais sem atrapalhar ou afetar o campo de visão, além de serem reutilizáveis, permitindo a desinfecção por álcool 70%, logo após o atendimento.

 

Para Juliana Cota, colega de trabalho de Rodrigo, iniciativas como essa devem ser exaltadas: “foi uma iniciativa muito bacana! Eu, particularmente, fiquei até emocionada”, afirmou.

 

Com informações Polícia Civil de MG

 

 

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