Imagens sacras do Calvário, na Praça Nossa Senhora Aparecida, a conhecida Praça do Cruzeiro em Carmo do Cajuru, apareceram com pinturas que ninguém soube explicar. Na última quarta-feira (10), quem passou pelo local se revoltou com as intervenções.
As pinturas chamaram atenção, geraram críticas nas redes sociais e provocaram questionamentos sobre quem teria autorizado as mudanças nas esculturas com valor religioso e histórico.
O que diz a Prefeitura de Carmo do Cajuru sobre o caso?
Em nota, a Prefeitura disse que não contratou e não pediu nenhuma pintura.
“A Prefeitura de Cajuru tem compromisso com a preservação dos espaços públicos e informa que quaisquer intervenções em bens públicos devem ser previamente autorizadas pelos órgãos e/ou entidades competentes“, disse.
Entidades religiosas se manifestam
A Igreja Nossa Senhora do Carmo, corresponsável pelo monumento, informou que a pintura foi feita “de forma equivocada nos rostos das imagens e já foram removidas”. Os trabalhos de revitalização de verdade devem começar em breve.
Já o Conselho Paroquial Nossa Senhora Aparecida, que pediu a contratação, não gostou do resultado e alega que as pinturas nos rostos já foram removidas e que irá buscar uma outra pessoa para a restauração.
O incômodo ganhou um contorno ainda mais pessoal quando a neta de José Moura se manifestou. Foi ele, segundo a família, quem encontrou as imagens em Juiz de Fora e as levou para Carmo do Cajuru.
“Meu avô, com todo carinho, encontrou elas em Juiz de Fora e apresentou ao padre João na época, que gostou e conseguiram trazê-la de lá pra cá. Essas imagens foram encontradas e trazidas pelo meu avô José Moura pra Cajuru. Isso é revoltante”, escreveu nas redes sociais.














