
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) não será candidato ao governo de Minas Gerais nas Eleições 2026. Em nota oficial divulgada nesta quarta (29), a executiva nacional e a estadual da legenda afirmaram que o principal motivo para a decisão foi a ausência do senador na convenção do partido no último sábado (25).
O partido entende que “apesar das justificativas pessoais”, a ausência representou um “fato político objetivo” que “produziu consequências inevitáveis”.
Em entrevista à Globo News, o presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira (SP) confirmou a decisão.
“O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo“, diz o texto assinado pelas cúpulas do Republicanos.
A decisão põe fim a meses de indefinição. Em março, a legenda e aliados do senador confirmaram sua pré-candidatura ao Palácio Tiradentes. Na véspera do anúncio da desistência, uma pesquisa Quaest divulgada mostrava Cleitinho na liderança da disputa estadual.
Apesar do bom momento nas pesquisas, ele não compareceu à convenção e já havia sinalizado a interlocutores que não pretendia entrar na corrida pelo governo.
Nota completa do Republicanos sobre Cleitinho
O Republicanos de Minas Gerais, por meio do seu presidente, deputado Euclydes Pettersen, afirma que sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo disputar o Governo pela legenda. Este entusiasmo, porém, não foi correspondido até o dia da Convenção Estadual, ocorrida dia 25 de julho.
Durante meses, o partido manteve diálogo aberto, ofereceu as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador. Em razão dessa expectativa, diversas decisões estratégicas foram postergadas, justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura.
Entretanto, uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo.
A ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos – apesar das justificativas pessoais – representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis. Diante da falta de confirmação de sua candidatura, partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral.
O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo.
O Republicanos respeita a trajetória e o mandato do senador Cleitinho Azevedo, mas também tem o dever de conduzir seu projeto político com responsabilidade, previsibilidade e respeito aos candidatos a deputados federais e estaduais, seus filiados, aliados e à população mineira.
Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la.














