
Os sistemas que serão utilizados nas Eleições 2026 foram oficialmente assinados e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais marcou a conclusão do desenvolvimento dos programas que serão usados nas urnas eletrônicas e nas demais etapas do processo eleitoral.
Durante o evento, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou que a segurança das eleições é resultado da combinação de mecanismos de proteção, controles independentes e possibilidade de fiscalização por diferentes instituições.
O que significa a lacração dos sistemas eleitorais?
Após a assinatura digital e a lacração, os sistemas eleitorais passam a ter versões oficiais que não podem mais ser alteradas. As mídias que contêm os programas foram colocadas em envelopes lacrados e armazenadas na Sala Cofre do TSE.
Os arquivos também recebem identificações únicas, chamadas de resumos digitais. Esses códigos permitem verificar a autenticidade e a integridade dos programas utilizados pela Justiça Eleitoral.
Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, os sistemas estão “congelados” a partir desta etapa. Assim, qualquer alteração seria identificada por meio dos mecanismos de segurança e verificação.
Processo passou por testes e fiscalização
O desenvolvimento dos sistemas começou após as Eleições Municipais de 2024. Desde então, os programas passaram por aperfeiçoamentos, testes e inspeções realizadas pelas entidades fiscalizadoras.
Durante esta semana, os sistemas foram compilados e receberam as assinaturas digitais dos representantes técnicos das instituições participantes.
Oito entidades analisaram os códigos-fonte
Ao longo do ciclo eleitoral, os códigos-fonte dos sistemas ficaram disponíveis para inspeção das entidades fiscalizadoras. Ao todo, oito instituições realizaram a análise:
- União Brasil;
- Senado Federal;
- Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC);
- Sociedade Brasileira de Computação (SBC);
- Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP);
- Partido Verde (PV);
- Ministério Público Federal (MPF);
- Controladoria-Geral da União (CGU).
Após a lacração, as versões assinadas passam a ser utilizadas como referência para as próximas etapas de auditoria e fiscalização.
TSE afirma que processo permanece aberto à fiscalização
Durante a cerimônia, Kassio Nunes Marques afirmou que a Justiça Eleitoral mantém abertas as possibilidades de acompanhamento externo do processo eletrônico de votação.
O presidente do TSE também destacou que os partidos políticos são convidados a participar da fiscalização das diferentes etapas das eleições.
O tribunal informa ainda que os resumos digitais dos sistemas são publicados no Portal do TSE. Dessa forma, é possível conferir se os programas utilizados correspondem às versões que foram analisadas, assinadas e lacradas.
Eleição está marcada para 4 de outubro
Com a conclusão da assinatura e lacração, os sistemas entram na próxima fase de preparação das Eleições 2026. De acordo com o TSE, os programas poderão ser disponibilizados para inserção nas urnas eletrônicas e preparação do equipamento para o pleito.
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 está marcado para 4 de outubro. Na ocasião, os eleitores brasileiros irão escolher os representantes para os próximos quatro anos.
“A Justiça Eleitoral não escolhe vencedores”, afirma presidente do TSE
Durante o discurso, Kassio Nunes Marques reforçou que a função da Justiça Eleitoral é garantir que a vontade dos eleitores seja registrada de forma segura e fiel.
“A Justiça Eleitoral não escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas”, afirmou o ministro.
Segundo o presidente do TSE, a missão da Justiça Eleitoral é garantir o cumprimento da Constituição e assegurar a manifestação da vontade popular por meio das urnas.














