O Cemitério do Bonfim em Carmo do Cajuru, espaço histórico do Centro-Oeste mineiro, já teve cerca de 60% da área interna concretada e vai receber, no dia 29 de outubro, às 8h, um memorial em homenagem a Maria Taveira dos Santos, conhecida como “Santa de Cajuru”.
Além disso, a Prefeitura avança na melhoria e na regularização dos três cemitérios do município: Bonfim, São José dos Salgados e Santo Antônio da Serra. As obras acontecem na preparação para o Dia de Finados, em 2 de novembro, e o Bonfim completa 172 anos em 2026.
O que você precisa saber sobre as obras e o memorial em 30 segundos?
- Cerca de 60% da área interna do Cemitério do Bonfim já foi concretada.
- A próxima etapa prevê canaletas para o escoamento da água da chuva.
- Uma nova sala vai armazenar resíduos temporariamente, até o recolhimento por empresa especializada.
- Os cemitérios abrem das 5h às 19h, inclusive no domingo (1º/11), antes do Dia de Finados.
- O memorial a Maria Taveira será entregue em 29 de outubro, às 8h.
Leia também: acompanhe as notícias de Carmo do Cajuru e saiba mais sobre Maria Taveira no Portal MPA.
O que muda no Cemitério do Bonfim em Carmo do Cajuru com as obras?
Segundo a Prefeitura, cerca de 60% da área interna do Cemitério do Bonfim já recebeu concretagem. A próxima etapa prevê a instalação de canaletas para o escoamento das águas pluviais, o que permitirá continuar o calçamento em direção às partes mais altas do terreno.
As intervenções buscam resolver problemas recorrentes de manutenção, sobretudo no período chuvoso, quando a capina e a limpeza ficam mais difíceis. Além de facilitar a circulação de visitantes e a conservação, a concretagem ajuda a reduzir riscos de contaminação do solo. O Bonfim foi o primeiro por ter o processo de regularização mais avançado e o menor número de jazigos diretamente no solo.
Para que serve a nova sala de armazenamento de resíduos?
Outra melhoria é uma sala para armazenamento temporário de resíduos, como fragmentos de caixões, zinco, tecidos, roupas e plásticos que tiveram contato direto com o processo de decomposição. Os materiais ficam em tambores isolados até o recolhimento por empresa especializada, o que atende às exigências ambientais.
“Esse serviço que estamos fazendo é pensado no bem-estar da população, para conseguirmos manter o cemitério limpo e organizado, até mesmo na época chuvosa, eliminando de vez a dificuldade com a capina. Além disso, com a concretagem e a nova sala, conseguimos reduzir o índice de contaminação do solo e recolher os resíduos da forma correta, sem agredir o meio ambiente”, destaca o diretor do Setor de Cemitérios, Laurindo Aparecido.
Como funcionam os cemitérios de Carmo do Cajuru no Dia de Finados?
As melhorias também integram a preparação para o Dia de Finados, em 2 de novembro. Os cemitérios ficam abertos das 5h às 19h, inclusive no domingo, 1º de novembro, para facilitar a limpeza e a organização dos túmulos. Na segunda-feira (2), a Paróquia Nossa Senhora do Carmo celebra duas missas no Cemitério do Bonfim. O release não informa os horários das celebrações.
Veja também: confira mais sobre o Dia de Finados e o patrimônio histórico da região no Portal MPA.
Qual é a importância do Cemitério do Bonfim para a história da cidade?
O Cemitério do Bonfim completa 172 anos em 2026, o que remete à década de 1850. A história da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, publicada pela Diocese de Divinópolis, registra a construção de um novo cemitério em 1854 e o descreve como o “velho cemitério de pedras negras do morro do Bonfim”, herança do período de crescimento do arraial.
Além disso, o local tem proteção formal. A relação de bens protegidos por tombamento usada pelo IEPHA para o exercício de 2026 inclui o Cemitério Municipal, o Cemitério do Bonfim, protegido pelo Decreto municipal nº 576/2004. Na prática, o local une valor histórico, cultural e religioso para a população cajuruense.
Quem foi Maria Taveira, a “Santa de Cajuru”?
Maria Taveira nasceu em 24 de abril de 1845 e morreu em 24 de setembro de 1921. Segundo a Prefeitura, ficou conhecida no início do século XX por relatos de curas e feitos espirituais ligados à sua presença. Mulher negra, de origem humilde e tetraplégica, tornou-se símbolo de fé, resiliência e compaixão, e atraiu centenas de fiéis à antiga vila.
De acordo com o memorial produzido pelo Departamento de Cultura do município, ela foi criada na casa do padre José Fernandes Taveira, de quem herdou o sobrenome, e está entre os principais doadores para a conclusão da igreja matriz. A tradição também associa sua memória a um perfume de rosas, e o sepultamento ocorreu no Cemitério do Bonfim.
Consequentemente, o legado de Maria Taveira foi reconhecido pela Lei Municipal nº 2.868/2021, que a consagrou como Madrinha do Turismo de Carmo do Cajuru. A informação sobre relatos de curas é tradição popular e histórica, e não constitui reconhecimento religioso formal.
Como será o memorial a Maria Taveira no Cemitério do Bonfim?
A Prefeitura de Carmo do Cajuru entrega o memorial dedicado a Maria Taveira no dia 29 de outubro, às 8h, no Cemitério Municipal, localizado no bairro Bonfim. Para marcar a homenagem, a estrutura contará com um cruzeiro rústico de madeira, ornamentado com um rosário e um echarpe branco. Além disso, o espaço receberá vasos de barro com alecrim e patchuli, flores, velas e uma placa comemorativa.
A composição foi planejada para resgatar elementos associados à memória e às preferências de Maria Taveira. Dessa forma, o memorial busca preservar simbolicamente aspectos de sua história, valorizando referências que permanecem presentes na lembrança dos moradores.
Além da homenagem, a iniciativa reforça a importância do patrimônio histórico, cultural e religioso de Carmo do Cajuru. Nesse sentido, o local onde Maria Taveira foi sepultada passará a oferecer aos visitantes um ambiente destinado à oração, à visitação e à contemplação.
Consequentemente, o memorial também contribui para manter viva a história de Maria Taveira entre as novas gerações. Assim, a entrega do espaço representa uma oportunidade para que moradores e visitantes conheçam, valorizem e preservem uma tradição que continua presente na memória e na devoção dos cajuruenses.















