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Psoríase, eflúvio e alopecia areata estão entre as principais doenças capilares em consequência da pandemia

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Psoríase Foto Pixabay

Psoríase Foto Pixabay

Nos últimos anos, a preocupação com os sinais apresentados pelo corpo tem servido de alerta para o cuidado com a saúde. Após o período mais complicado da pandemia da Covid-19, que foi logo no início de descoberta da doença, aumentaram os casos de queda de cabelo, caspa e psoríase, que podem ser impulsionados pelo estresse ou falta de nutrição e também por reações do vírus ou da própria vacina.
Assim como acontece com outras doenças agudas intensas, a infecção da Covid-19 provoca o aumento do metabolismo para que a pessoa consiga alcançar a cura. Dessa forma, durante esse processo, o organismo precisa desviar nutrientes para combater o vírus e, por isso, cabelos e unhas ficam com poucos recursos. Como consequência, os fios caem.
Mas com o avanço tecnológico e científico, foi possível criar protocolos de saúde que permitem melhores resultados e reduzam a queda dos fios.

De acordo com a farmacêutica e tricologista Ana Paula Almeida, após o inicio da pandemia, aumentaram em seus atendimentos queixas de pacientes com Eflúvio pós-covid, Alopecia Areata e Psoríase. A especialista explica que no caso de eflúvio, muitos profissionais acreditam em uma espera de 3 a 4 meses após inicio para o fim da queda. Porém, a Covid-19 está relacionada há outros fatores, como carência de alimentação e questão de alteração emocional, o que vai prejudicando os fios.  “Juntando a uma resposta inflamatória da doença ou em muitos casos, reação pós-vacina, se o paciente não buscar tratamento, essa queda passará por uma evolução maior que quatro meses, chegando a ter um eflúvio crônico, com afinamento da fibra e redução do volume dos fios”, explica Ana Paula.

A tricologista explica, que, neste caso, deve ser retirada a inflamação, onde são usados lasers, a geoterapia; principalmente com o uso da argila branca e blends de óleos essenciais calmantes, que vão dar equilíbrio em toda camara córnea para restabelecer a força e assim paralisar a queda.

Alopecia areata e Psoríase

Ainda de acordo com a farmacêutica e tricologista Ana Paula Almeida, outra doença que afeta os fios é a alopecia ariata, enfermidade ligada a questão emocional, que com o Covid-19, foi uma das áreas mais afetadas pela instabilidade. Assim, o paciente que estava em equilíbrio há muito tempo sem desenvolver, após a Covid-19, ampliaram os casos e voltaram a ter as crises. “Alguns estudos já publicados, tratam como efeito da vacina a alopecia ariata. Neste caso é importante direcionamento com psicólogo ou terapeuta, um aporte para fortalecimento nutricional e a terapia capilar vai entrar para acalmar o couro cabeludo. Para este caso, o tratamento/ protocolo indicado é a laserterapia, que através do infra vermelho e led azul é possível ter as duas respostas em uma única sessão: acalma e age na formação do fio, acontecendo a revitalização da região que teve queda capilar”, destaca.

Ana Paula explica que outra doença que teve aumento de casos durante a pandemia foi a Psoríase. Também inflamatória, é provocada por causas emocionais, associadas a problemas de sono, irritabilidade ou estresse. Neste caso, para o tratamento é recomendado o blend de óleos essenciais, principalmente o óleo de abacate.

Terapia capilar

De acordo com a farmacêutica e tricologista Ana Paula Almeida, o trabalho do tricologista é identificar quais são as queixas do paciente e entender o seu histórico pessoal e de vida, como ele cuida do cabelo, quais seus hábitos e através de uma analise física, entender a porosidade, a elasticidade, o que precisa repor nessa fibra e finalizando com o exame de dermatoscopia, para identificar de forma mais profunda, se há alguma inflamação ou lesão no corpo cabeludo, e montar um protocolo personalizado. É este profissional que conduz a terapia capilar e o protocolo que o paciente vai obter a resposta terapêutica que almeja no cabelo. “No trabalho do tricologista, ele pode envolver processos e procedimentos, usando óleos essenciais e vegetais para acelerar o crescimento. Também é usada a geoterapia, com a utilização das argilas verde, branca e preta. Outro procedimento é a laser terapia associada ao led, que age nas camadas internas e mais superficiais. Como resposta, tem o crescimento dos fios”, explica.

Ana ressalta que todos os protocolos são individualizados. Em quedas comuns, por exemplo, é preciso observar a alimentação, suplementação de vitaminas; principalmente D e do complexo B, além do acompanhamento com profissional de saúde especializado. “É necessário descobrir o que está causando e agir de forma que reduza incidência, cuidando da saúde com o profissional indicado. O principal é cuidar com o que é absorvido e manter a saúde em dia”, finaliza.