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Morre aos 86 anos Sinfrônio Veiga, ex-diretor de Jornalismo da TV Candidés

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Jornalismo mineiro perde Sinfrônio Veiga, que marcou época na TV Candidés

Morreu na noite desta quarta-feira (16), aos 86 anos, o jornalista mineiro Sinfrônio Veiga. Com uma extensa trajetória na imprensa, ele trabalhou em importantes veículos de comunicação de Minas Gerais e deixou uma contribuição marcante para a televisão de Divinópolis, especialmente durante sua passagem pela TV Candidés.

No fim da década de 1990, Sinfrônio assumiu a direção de Jornalismo da emissora, ligada à Fundação Educacional de Divinópolis (FUNEDI). No Canal 13, contribuiu para a criação de uma programação voltada à realidade da cidade e da região.

Durante sua gestão, a TV Candidés reuniu produções de jornalismo, entretenimento, esporte, moda, educação e programas especiais. Alguns dos projetos desenvolvidos pela equipe chegaram a ser exibidos nacionalmente pela TV Cultura e também integraram a programação da Rede Minas.

O jornalista Adriano Luiz, que trabalhou com Sinfrônio na TV Candidés, publicou uma homenagem nas redes sociais. Segundo ele, foi o veterano quem o ensinou a “fazer televisão com a cara do território” e lhe ofereceu oportunidades para criar e desenvolver novos projetos.

Adriano também lembrou o papel de Sinfrônio como professor e formador de profissionais.

“Mais que um grande jornalista, foi um mestre generoso, que acreditou no meu trabalho e abriu portas. Ao mestre, com carinho. Descanse em paz”, escreveu.

Trajetória no jornalismo mineiro

Ao longo da carreira, Sinfrônio Veiga passou pelo Diário de Minas, Diários Associados, Hoje em Dia, Rádio Itatiaia e pelo jornal O Globo. Ele também atuou como assessor de imprensa do Governo de Minas Gerais.

Sua ligação com a história da imprensa mineira também esteve presente na atuação institucional. Sinfrônio é lembrado como um dos profissionais que participaram do movimento de resgate e valorização da Associação Mineira de Imprensa (AMI).

Na área acadêmica, foi professor do curso de Jornalismo das Faculdades Integradas do Oeste de Minas (FADOM), em Divinópolis. Na instituição, compartilhou sua experiência profissional e ajudou na formação de uma nova geração de comunicadores.

Registros sobre a história do Diário de Minas também incluem Sinfrônio entre os profissionais que contribuíram para a trajetória do veículo, ao lado de nomes como Mauro Santayana, Fernando Gabeira, Júnia Marise, Hélio Costa e Chico Pinheiro. Confira o registro histórico.

O velório e o sepultamento foram realizados nesta quinta-feira (17), em Belo Horizonte. A morte de Sinfrônio Veiga gerou manifestações de pesar de jornalistas, ex-alunos, amigos e profissionais que tiveram a oportunidade de trabalhar ao seu lado.