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Trabalhadores da Copasa paralisam atividades por três dias contra projeto de privatização

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Os trabalhadores da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) iniciaram, nesta terça-feira (21), uma paralisação de três dias em todo o Estado. O movimento, liderado pelo Sindágua, é um protesto contra a proposta do governador Romeu Zema (Novo) de privatizar a companhia de abastecimento. Em Divinópolis, os servidores aderiram à mobilização, mas o fornecimento de água à população não será afetado.

De acordo com o sindicato, a principal reivindicação é que a população seja consultada antes de qualquer avanço do projeto de privatização, por meio de um referendo popular. O sindicato reforçou que os serviços considerados essenciais — como o abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto — serão mantidos durante a paralisação.

Em audiência preliminar realizada na tarde de segunda-feira (20), o desembargador José Marlon Freitas, do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3), reconheceu a legitimidade do movimento paredista e advertiu a Copasa para que não exerça qualquer tipo de pressão sobre os trabalhadores. O magistrado destacou, no entanto, que o protesto não deve prejudicar a continuidade dos serviços de abastecimento e tratamento de esgoto.

A Copasa confirmou a reunião e reiterou o compromisso com a continuidade dos serviços básicos.

A paralisação ocorre na véspera de uma audiência pública convocada pela Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), marcada para esta quarta-feira (22), às 11h, no Auditório José Alencar. O encontro vai debater a proposta de privatização da Copasa e contará com a presença do presidente da companhia, Fernando Passalio de Avelar, além de representantes sindicais da Copasa e da Cemig.

O deputado estadual Betão (PT), um dos autores do requerimento para realização da audiência, afirmou que o objetivo é ampliar o debate público e fortalecer a mobilização contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/23. O texto revoga a necessidade de referendo popular para a venda ou federalização da Copasa, o que, segundo os sindicatos, representa um risco à soberania e à gestão pública dos serviços de saneamento.

A PEC já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da Comissão Especial criada para analisá-la, estando pronta para votação em primeiro turno no plenário da ALMG.