O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Tadeu Leite (MDB), afirmou nesta quarta-feira (3) que vai sugerir mudanças na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da obrigatoriedade do referendo popular para a desestatização de empresas públicas. A ideia é que o texto passe a valer apenas para a Copasa, e não mais para a Cemig, como previa inicialmente o governo de Romeu Zema (Novo).
Segundo Tadeuzinho, não há consenso entre os parlamentares sobre a Cemig, mas existe insatisfação com o modelo atual da Copasa. Ele destacou que a mudança poderia permitir que os recursos de uma eventual privatização fossem usados para abater a dívida do Estado ou pagar obrigações do Programa de Pagamento das Dívidas de Minas com os Estados (Propag).
O deputado disse ainda que, sem resposta do governo federal sobre a prorrogação do prazo de adesão ao Propag, a Assembleia vai retomar normalmente as atividades legislativas na próxima semana. O prazo para que os estados ofertem empresas e imóveis termina em 30 de outubro, e a adesão ao programa deve ser feita até 31 de dezembro.
Sobre a Cemig, Tadeuzinho ressaltou que o tema continua em disputa política e precisa ser discutido internamente na Casa e entre os governos estadual e federal. Ele lembrou que o presidente Lula declarou não ter interesse na companhia caso ela seja transformada em corporation.














