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Privatização da Copasa é aprovada em definitivo na Assembleia

Privatização da Copasa é aprovada em definitivo na Assembleia
Foto: ALMG

A Assembleia Legislativa aprovou nesta quarta-feira (19), o projeto de lei que autoriza a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O texto recebeu 53 votos favoráveis e 19 contrários, seguindo agora para análise do governador Romeu Zema, autor da proposta, para sanção ou veto.

O projeto já havia passado por uma votação inicial em dezembro, quando obteve 50 votos a favor e 17 contra.

Com o resultado, o Governo de Minas fica autorizado a iniciar a desestatização da companhia. O Estado deixará de ser o acionista controlador, mas manterá o direito a uma ação de classe especial, conhecida como golden share, que permite o poder de veto em decisões estratégicas da organização.

A estrutura da futura empresa deve seguir o modelo de corporação, em que o poder de decisão é distribuído entre os acionistas sem que um único grupo detenha o controle majoritário.

Os recursos provenientes da venda da estatal serão aplicados na amortização da dívida de Minas Gerais com a União ou no cumprimento de obrigações vinculadas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, o Propag. Uma parte da arrecadação também será destinada ao fundo de saneamento básico. O comprador da companhia terá o compromisso legal de cumprir metas de universalização do abastecimento de água e do esgotamento sanitário, o que inclui o atendimento a áreas rurais e núcleos urbanos informais.

Durante a tramitação, foram rejeitadas propostas que visavam garantir a destinação de 30 por cento da venda ao fundo estadual de saneamento e a possibilidade de transferir funcionários para órgãos municipais. A redação aprovada permite a realocação desses servidores apenas em entidades públicas da esfera estadual.

Além disso, foi mantido o prazo de 18 meses de estabilidade para os trabalhadores após a privatização, sendo descartada a tentativa de ampliar esse período para 60 meses. Também não foram aceitas as emendas que estendiam direitos aos funcionários da subsidiária Copanor e as que proibiam a compra da empresa por pessoas jurídicas com ex-dirigentes da Copasa ou que tivessem realizado movimentações acionárias superiores a 5% durante o ano de 2025.

Privatização da Copasa é aprovada em definitivo na Assembleia
Foto: ALMG