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Sindicato dos Jornalistas, Amirt e Abert já emitiram nota de repúdio ao vereador Diego Espino de Divinópolis

Postado em 31/03/2021 18:00

Depois de invadir a Santa Casa de Carmo da Mata, na região oeste de Minas, para mostrar uma suposta desocupação de leitos na pandemia, em um hospital que não atende casos de covid-19, o vereador Diego Spino (PSL) tentou invadir ontem os estúdios da TV Canindés, para ameaçar, coagir e xingar o apresentador do programa Cidade Urgente, o jornalista Eduardo Silva.

A agressão aconteceu enquanto o jornalista relatava, ao vivo, o ocorrido no hospital de Carmo da Mata. Aos gritos e usando termos ofensivos, na portaria da emissora, o vereador ameaçou o jornalista e disse que ele estava proibido de pronunciar seu nome e do deputado estadual Cleitinho Azevedo (Cidadania), que estava com Spino na invasão da Santa Casa de Carmo da Mata.

Esse é o terceiro caso de violência contra jornalista registrado somente em março, em Minas Gerais. Infelizmente, esses registros estão se tornando comuns não só no estado, mas em todo o Brasil, aonde a violência contra jornalistas grassa, sem que haja por parte das autoridades nenhuma medida efetiva para combater esse ataque que, também é , um atentado à liberdade de expressão e ao direito à informação. Pelo contrário, o que há, muitas vezes, é um estímulo por parte de alguns parlamentares e chefes de executivo, caso do presidente Jair Bolsonaro, contra a imprensa.

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Relatório Anual da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) Sobre Violência Contra Jornalista apontou um aumento de 105% dos casos em 2020, em relação ao ano anterior. Hoje, os Estados Unidos divulgou um documento aonde aponta violação dos direitos humanos e da liberdade de expressão no Brasil e diz que jornalistas têm sido sistematicamente agredidos fisicamente, assediados e mortos no país.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) e a FENAJ se solidarizam com o jornalista e com todos profissionais da emissora, repudiam mais essa agressão e cobram medidas efetivas para proteger o trabalhador da notícia. Não é possível que esses casos continuem acontecendo sem que algo de concreto seja feito para barrar esses ataques aos jornalistas e à liberdade de expressão.

Veja também a nota de Repúdio da Associação Brasileiras de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

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