O que muda com o orçamento de R$ 1,8 bilhão para 2027?
- A Prefeitura de Divinópolis projeta um orçamento de R$ 1,8 bilhão para 2027.
- A equipe da Seplag apresentou a LOA e os ajustes do PPA aos vereadores nesta quarta-feira (23).
- Saúde e Educação devem concentrar mais da metade dos recursos do próximo exercício.
- As Emendas Impositivas dos vereadores seguem previstas em 2% do orçamento, como em anos anteriores.
- O valor representa avanço em relação ao orçamento de 2026, fixado em cerca de R$ 1,29 bilhão.
O orçamento de R$ 1,8 bilhão para 2027 foi apresentado à Câmara Municipal de Divinópolis na tarde desta quarta-feira, 23 de setembro, pela equipe técnica da Secretaria Municipal de Planejamento, Gestão, Ciência e Tecnologia (Seplag). A apresentação trouxe a previsão da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 e os ajustes feitos no Plano Plurianual (PPA), instrumento em execução entre 2026 e 2029. Por isso, o encontro marca uma etapa central do calendário fiscal do município, já que define como a Prefeitura pretende arrecadar e gastar recursos no próximo ano.
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Por que o orçamento de 2027 chama atenção agora?
A apresentação da LOA ocorre em um momento de crescimento contínuo do orçamento municipal. Em 2026, Divinópolis trabalhou com previsão de aproximadamente R$ 1,29 bilhão. Já em maio deste ano, durante audiência sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a Prefeitura projetava um valor acima de R$ 1,7 bilhão para 2027. Consequentemente, o número de R$ 1,818 bilhão confirmado nesta quarta-feira consolida essa trajetória de alta.
Segundo o secretário municipal de Planejamento e Gestão, Thiago Nunes, toda a peça orçamentária parte do orçamento do ano anterior, combinado a índices como salário mínimo, inflação, PIB e taxas de juros vigentes. “É a partir de todas essas análises que nós conseguimos fazer as projeções dos gastos para o próximo exercício”, explicou o secretário aos vereadores presentes.
Como a Prefeitura calcula a previsão orçamentária?
O diretor de Orçamento e Compras Públicas, Lucas Carrilho, detalhou a metodologia usada na construção da peça. “A LOA é a peça mais interessante de se discutir, pois é a partir dela que conseguimos ver de forma pormenorizada todos os gastos efetivos que o município planeja gastar no próximo período da gestão”, afirmou. Segundo ele, a equipe recorreu a métodos estatísticos para projetar as receitas a partir do cenário macroeconômico.
Entre as fontes de arrecadação do município estão o IPTU, o ITBI, o ISSQN, o ICMS, o IPVA, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e as transferências correntes estadual e federal. Do lado das despesas, os principais itens são pessoal e encargos, despesas correntes de manutenção e investimentos. Na prática, essas categorias formam a espinha dorsal de toda a peça orçamentária apresentada aos vereadores.
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Para onde vai a maior parte do dinheiro em 2027?
Do total previsto, cerca de R$ 1,5 bilhão está destinado a despesas correntes, enquanto as receitas de capital giram em torno de R$ 105.038.891,74. Vale destacar que o valor consolidado ainda agrega os orçamentos do Instituto Diviprev e da própria Câmara de Vereadores, além do orçamento direto da Prefeitura.
A Secretaria Municipal de Saúde concentra o maior volume de recursos entre as pastas, com orçamento estimado em R$ 669.917.434,84, o equivalente a 36,85% do total. A Secretaria Municipal de Educação vem na sequência, com R$ 318.983.000,00, ou 17,55% do orçamento. Somadas, as duas pastas ultrapassam metade de todo o recurso previsto para 2027.
Além disso, a Superintendência de Obras Públicas e Planejamento (Setop) deve receber R$ 91.324.000,00 em investimentos. Já o Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Divinópolis (Diviprev) terá cerca de R$ 215.146.169,43 para arcar com despesas de aposentados e pensionistas ao longo de 2027.
Como o orçamento de Divinópolis cresceu nos últimos anos?
Segundo dados apresentados pela equipe da Seplag, o orçamento municipal registrou aumentos consideráveis entre 2017 e 2028. Com variações que, conforme a apresentação, oscilaram entre 34,43% e 67,17% no período. Enquanto isso, a comparação mais recente mostra o salto de 2026, de R$ 1,29 bilhão, e a projeção de R$ 1,818 bilhão para 2027.
Sobretudo por esse ritmo de crescimento, o planejamento plurianual ganha relevância na gestão municipal. O PPA 2026-2029 define diretrizes, objetivos e metas de médio prazo. Enquanto a LOA detalha, ano a ano, como esses recursos serão efetivamente aplicados em cada secretaria.
O que os vereadores questionaram na apresentação?
A audiência contou com a presença dos vereadores Israel da Farmácia (Progressistas), Welington Well (Progressistas), Walmir Ribeiro (PL), Ney Burguer (Novo), Josafá Anderson (PSB), Vitor Costa (PT), Kell Silva (PV) e Matheus Dias (Avante). Durante a apresentação, a procuradora da Câmara, Karoliny Faria, questionou a equipe da Seplag sobre às Emendas Impositivas dos vereadores.
Em resposta, o secretário Thiago Nunes informou que os repasses para Emendas Impositivas em 2027 devem permanecer na casa dos 2%. Portanto, o percentual segue o mesmo patamar aplicado em exercícios anteriores, sem alteração anunciada para o próximo ano.














