Trabalhadores, estudantes e integrantes de movimentos sociais participaram de um ato no quarteirão fechado da Rua São Paulo, em Divinópolis, para defender o fim da escala de trabalho 6×1. A mobilização nacional desta terça-feira (30), cobra maior rapidez na votação da proposta no Senado.
Organizações sindicais, movimentos populares e entidades estudantis organizaram a manifestação em várias cidades do Brasil. Em São Paulo (SP), a avenida Paulista foi ocupada e manifestantes realizaram caminhada até a Praça Roosevelt. Lá, os participantes exibiram faixas e cartazes em defesa da redução da jornada de trabalho e também levantaram outras pautas sociais, como o direito à moradia, a liberdade de manifestação e o combate ao feminicídio.
Além disso, os manifestantes criticaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por considerarem lenta a tramitação da proposta que trata do fim da escala 6×1.
Famílias participaram da mobilização
O protesto deste ano reuniu um público maior em comparação com manifestações anteriores sobre o mesmo tema. Dessa vez, houve forte participação de movimentos de moradia, que levaram famílias inteiras, incluindo crianças e idosos.
Entre eles estava Manuel de Oliveira Santos, de 68 anos, metalúrgico aposentado, que participou do ato ao lado da família. Para ele, a mobilização representa uma luta coletiva em defesa dos trabalhadores.
“Estou aqui porque essa luta é muito importante para a classe trabalhadora. Nós vamos vencer essa batalha com muita luta e muito trabalho”, afirmou.
Pai de quatro filhos e avô de seis netos, Manuel ressaltou que a reivindicação ultrapassa interesses individuais e classificou a aprovação da proposta como urgente.
Divinópolis também aderiu ao movimento
Enquanto milhares de pessoas ocuparam as ruas da capital paulista, Divinópolis também registrou manifestação pelo fim da escala 6×1. O ato aconteceu no quarteirão fechado da Rua São Paulo e reuniu trabalhadores, representantes sindicais e apoiadores da pauta.
Os participantes defenderam mudanças na legislação trabalhista e reforçaram o pedido para que o Congresso Nacional avance na análise da proposta. Assim, a mobilização local acompanhou o movimento realizado em diversas cidades brasileiras.
Durante o protesto em São Paulo, não houve a presença de negociadores civis independentes. A participação desses profissionais está prevista em decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou novas regras para a atuação policial em manifestações no Estado de São Paulo. O governo estadual ainda elabora o protocolo necessário para cumprir a determinação.














